Vistos e relações económicas são prioridades para Angola e Portugal diz MNE português

O Presidente angolano, João Lourenço, concedeu ao ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, João Gomes Cravinho, uma audiência na passada terça-feira. No encontro, foi debatido o reforço do investimento dos agentes económicos portugueses em Angola, segundo a “Angop”. 

Após a reunião, Cravinho disse à imprensa que está a ser analisada a extensão dos investimentos bilaterais nas áreas do turismo, energia e agricultura, onde Angola tem um grande potencial. 
O governante falou também sobre a necessidade de trabalhar para fortalecer a cooperação económica, apesar dos “constrangimentos da Covid-19” e do “conflito entre a Rússia e a Ucrânia”. 
De acordo com o ministro, o relacionamento económico entre os dois países está favorecido pelo facto de ter sido superado, nos últimos anos, o problema das dívidas do Estado angolano para com as empresas portuguesas. Neste sentido, elogiou o trabalho do Governo angolano para a melhoria das condições económicas do país, que tem merecido o reconhecimento das agências internacionais.
O ministro dos Negócios Estrangeiros disse, em Luanda, que o tratamento dos vistos e o relacionamento económico entre Angola e Portugal são algumas das áreas que importa melhorar na relação entre os dois países.
João Gomes Cravinho falava aos jornalistas à saída de um encontro com o ministro das Relações Exteriores, Téte Antonio, na capital angolana, país que escolhe como primeiro destino para uma visita bilateral, depois de ser empossado nestas funções, há duas semanas.
“Para Portugal, e para mim, enquanto ministro dos Negócios Estrangeiros, o relacionamento com Angola é único e queremos estimulá-lo ainda mais”, declarou, salientando que mais do que um assunto diplomático, a relação entre Portugal e Angola “é um assunto dos povos”.
No encontro com Téte António foram passados em revista alguns dos aspetos mais salientes da relação bilateral e identificados “caminhos” para concretizar os objetivos nos próximos tempos.
Entre estes, identificou “o trabalho grande” de recuperação da crise originada pela pandemia, pelo que o relacionamento económico “vai ser um dos grandes campos de trabalho” para os dois países.
Foram também identificados “alguns assuntos que precisam de mais agilização”, entre os quais os vistos e o apoio aos empresários.
“Precisamos de melhorar o tratamento dos vistos, em ambas as direções, mas sobretudo aqui no consulado geral em Luanda. Precisamos de criar melhores condições para que os empresários portugueses possam trabalhar não só em setores tradicionais, como a construção, mas também em áreas como agricultura, turismo e energia”, disse o ministro, sublinhando o potencial “muito significativo” de Angola.
Gomes Cravinho felicitou também Angola pela forma como tem lidado com a presidência da CPLP e indicou que em junho haverá uma reunião ministerial da organização “para voltar a tratar de alguns temas”.
Questionado sobre a situação política em Angola, o chefe da diplomacia portuguesa afirmou que “acompanha, como em todo o mundo”, mas considerou que o mais relevante para Portugal é o “estreitamento das relações” dos dois países no campo político, económico, diplomático e humano.
O ministro das Relações Exteriores de Angola, Téte António, destacou, por seu lado, “o simbolismo” desta primeira vinda do seu homólogo a Angola, reiterando que esta é uma relação que se quer “desenvolvida em todos os sentidos” e em múltiplas áreas. “Em todas as áreas queremos desenvolver uma relação produtiva com Portugal”, reforçou.
O ministro dos Negócios Estrangeiros partiu em seguida para o Palácio Presidencial, onde foi recebido pelo Presidente angolano, João Lourenço.

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