TAP volta a negar falta de pilotos no fim de semana de Páscoa

A TAP garantiu ser “falso” que tenham sido cancelados 30 voos da companhia na Páscoa por falta de pilotos, admitindo apenas dois cancelamentos devido a “uma baixa de última hora”, e rejeitou “alegadas pressões” sobre pilotos.

É falso que tenham sido cancelados cerca de 30 voos por falta de pilotos. Foram cancelados dois (ida-volta) por esse motivo esta madrugada devido a uma baixa de última hora”, disse fonte oficial da TAP à agência Lusa.
Segundo acrescentou, “os restantes cancelamentos deveram-se a motivos relacionados com manutenção e ajustes devido à mudança do sistema do controlo de tráfego aéreo francês e como mitigação de atrasos”.
Na segunda-feira, o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) disse que foram cancelados 30 voos da TAP na Páscoa, “muitos relacionados com inexistência de pilotos disponíveis”.
“A direção do SPAC alerta, mais uma vez, para a situação que ocorreu na época de Páscoa, com mais um fim de semana complexo na operação TAP devido ao cancelamento de cerca de 30 voos, muitos relacionados com inexistência de pilotos disponíveis”, avançou o sindicato em comunicado.
Relativamente às denúncias de “tentativas de pressão” sobre pilotos feitas pelo sindicato, a TAP afirma que “também são falsas”, garantindo que a gestão de tripulações é “feita dentro do acordo de empresa e dentro da normal relação de boa-fé entre trabalhador-empresa”.
Relação essa que, acrescenta, “nada beneficia de narrativas assentes em dados que não se coadunam com a realidade dos factos”.
O SPAC alega, contudo, que existem “manobras criativas do Serviço de Escalas para retirar voos planeados, substituindo por pilotos de Assistência”, e fala em “operações em que foram, inclusivamente, detetadas inverdades comunicadas aos pilotos e estratégias pouco claras para viabilizar a operação contra o AE [acordo de empresa]”.
Além disso, indica que houve “tentativas de pressão a oficiais pilotos, alegando que o comandante de determinado voo tinha aceitado a antecipação de um voo, após a negação de antecipação por parte do oficial piloto”.
O SPAC fala ainda em “insistências em tentativas de viabilização de voos recorrendo a comandantes com funções de solo, inclusivamente planeados à direita em sede de planeamento”, acrescentando que, “após contactos institucionais dos delegados sindicais, exercendo o previsto na lei geral de trabalho no sentido se inteirarem da situação operacional em cada momento, foi negada resposta cabal ou qualquer justificação até à data sobre as ações pouco claras constatadas durante o fim de semana”.

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