Macron empenhado em "chatear" os não vacinados com restrições em França

O Presidente francês Emmanuel Macron garantiu na terça-feira que está determinado em “chatear” os não vacinados contra a covid-19 “até ao fim” limitando-lhes, tanto quanto possível, o acesso a atividades sociais.
Em entrevista ao jornal Le Parisie
"Emmerder". Macron empenhado em “chatear” os não vacinados com restrições em França

O Presidente francês Emmanuel Macron garantiu na terça-feira que está determinado em “chatear” os não vacinados contra a covid-19 “até ao fim” limitando-lhes, tanto quanto possível, o acesso a atividades sociais.
Em entrevista ao jornal Le Parisien, o chefe de Estado de França salientou ainda que pretende ser candidato à reeleição dentro de três meses, apesar de não estar “esclarecido sobre o assunto” devido à situação pandémica vivida no país, que foi novamente o principal foco das suas declarações.
“Quero realmente irritar os não vacinados. E assim vamos continuar a fazê-lo até ao fim. É essa a estratégia”, frisou Macron, numa altura em que as medidas do Governo contra a covid-19 deram origem a um debate acesso na Assembleia Nacional.
O Governo anunciou recentemente a transformação do passe sanitário em passe vacinal, limitando assim a vida das pessoas não vacinadas contra a covid-19.
Em resposta a uma pergunta de um leitor do jornal, que sublinhou que os não vacinados “representam 85% dos internamentos” o que leva ao adiamento de cirurgias, Emmanuel Macron salientou que aquela observação “é o melhor argumento” para a estratégia do Governo.
“Numa democracia, o pior inimigo são as mentiras e a estupidez. Quase todas as pessoas, mais de 90%, aderiram à vacinação e é uma minoria muito pequena que é resistente”, acrescentou.
Ainda sobre a estratégia contra os não vacinados, Macron referiu que, sem os poder prender ou vacinar à força, a partir de 15 de janeiro estes deixarão de poder ir a restaurantes, cafés, teatros ou cinemas.
As declarações do chefe de Estado geraram críticas entre os partidos, com o candidato à presidência Jean-Luc Mélenchon, da esquerda radical, a classifica-las como “terríveis”.
“A OMS (Organização Mundial da Saúde) fala em convencer em vez de coagir e ele?”, frisou através da rede social Twitter.
Já a candidata presidencial Marine Le Pen, do partido de extrema-direita União Nacional, salientou que “um presidente não deve falar assim”.
“O garante da unidade da nação persiste em dividi-la e assume querer fazer dos não vacinados cidadãos de segunda. Emmanuel Macron é indigno da sua função", apontou.
A cerca de três meses das presidenciais francesas, o atual Presidente abordou com cautela a sua recandidatura: “Quero. Assim que existirem condições sanitárias que permitam que esclareça o assunto e este esteja esclarecido para mim mesmo, direi como será”, garantiu.n, o chefe de Estado de França salientou ainda que pretende ser candidato à reeleição dentro de três meses, apesar de não estar “esclarecido sobre o assunto” devido à situação pandémica vivida no país, que foi novamente o principal foco das suas declarações.
“Quero realmente irritar os não vacinados. E assim vamos continuar a fazê-lo até ao fim. É essa a estratégia”, frisou Macron, numa altura em que as medidas do Governo contra a covid-19 deram origem a um debate acesso na Assembleia Nacional.
O Governo anunciou recentemente a transformação do passe sanitário em passe vacinal, limitando assim a vida das pessoas não vacinadas contra a covid-19.
Em resposta a uma pergunta de um leitor do jornal, que sublinhou que os não vacinados “representam 85% dos internamentos” o que leva ao adiamento de cirurgias, Emmanuel Macron salientou que aquela observação “é o melhor argumento” para a estratégia do Governo.
“Numa democracia, o pior inimigo são as mentiras e a estupidez. Quase todas as pessoas, mais de 90%, aderiram à vacinação e é uma minoria muito pequena que é resistente”, acrescentou.
Ainda sobre a estratégia contra os não vacinados, Macron referiu que, sem os poder prender ou vacinar à força, a partir de 15 de janeiro estes deixarão de poder ir a restaurantes, cafés, teatros ou cinemas.
As declarações do chefe de Estado geraram críticas entre os partidos, com o candidato à presidência Jean-Luc Mélenchon, da esquerda radical, a classifica-las como “terríveis”.
“A OMS (Organização Mundial da Saúde) fala em convencer em vez de coagir e ele?”, frisou através da rede social Twitter.
Já a candidata presidencial Marine Le Pen, do partido de extrema-direita União Nacional, salientou que “um presidente não deve falar assim”.
“O garante da unidade da nação persiste em dividi-la e assume querer fazer dos não vacinados cidadãos de segunda. Emmanuel Macron é indigno da sua função", apontou.
A cerca de três meses das presidenciais francesas, o atual Presidente abordou com cautela a sua recandidatura: “Quero. Assim que existirem condições sanitárias que permitam que esclareça o assunto e este esteja esclarecido para mim mesmo, direi como será”, garantiu.

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