Futsal. Portugal completa hegemonia com conquista da Finalíssima

A seleção portuguesa de futsal não se cansa de vencer e juntou a primeira edição da Finalíssima ao bicampeonato europeu e ao título mundial, todos depois de superar a Espanha, desta vez nas grandes penalidades.

Depois do 1-1 no tempo regulamentar, com os golos de Miguel Mellado, aos 19, para a Espanha, e de Afonso Jesus, aos 28, para Portugal, e de um prolongamento sem golos, o guarda-redes Edu foi o "joker" de Jorge Braz para os penáltis, travando dois remates e oferecendo mais um troféu aos lusos, que não falharam nenhum dos quatro disparos.
A congénere espanhola era vista como uma malapata para a equipa das quinas, mas a história tem sido outra nos últimos anos, com Portugal a superar, sempre de maneira épica, os vizinhos nos momentos decisivos: 3-2 (no tempo extra) na final do Europeu de 2018, 4-2 (também no prolongamento) nos "quartos" do Mundial de 2021 e 3-2 nas ‘meias’ do Europeu de 2022. Todas estas provas terminaram com a conquista lusitana.
Declarações Após o jogo Espanha-Portugal (1-1 após prolongamento, 2-4 no desempate por grandes penalidades), da final da Finalíssima de futsal, realizado no domingo no Parque Roca, em Buenos Aires, foi tempo de registar as opiniões dos protagonistas.
Jorge Braz (selecionador de Portugal): “Há um orgulho tremendo. É indescritível o orgulho que sinto em tudo, em toda a estrutura, toda a família FPF, este ‘staff’ todo fantástico. Depois, nos jogadores, estes e os que não vieram, todos os jogadores portugueses.
Este título, que é o coroar e o juntar de vários títulos e tentar alcançar este acima, é dedicado a todos os jogadores portugueses, pelo que fazem, pelo que se desenvolvem e pelo que têm feito. Todos, não só os da seleção.
Também é muito português, às vezes, hesitarmos. Se vamos passar ali o ‘Cabo das Tormentas’ ou não, hesitamos. Mas depois, o que é certo é que passamos sempre, pelo menos no nosso processo, no nosso jogar, no acreditar, no ir à procura de inverter um golo e, depois, ir à procura de mais. Quisemos muito jogar e, a partir do momento em que começámos a ser Portugal, acho que é inteiramente justo.
O decisivo foi percebermos que temos de jogar o nosso futsal. Cada país tem as suas vantagens e desvantagens. Não estávamos a ser nós, a acreditar no nosso futsal e no que temos de jogar, com bola no chão e desfrutar. A partir do momento em que eles acreditaram e voltaram a sentir muito orgulho no que fazem e na competência que têm, acho que foi totalmente merecedor levarmos a taça para Portugal.
A qualidade destas quatro seleções é muito idêntica. A Espanha e fortíssima, a Argentina é das seleções mais competitivas do mundo, senão a mais, e o Paraguai está com uma qualidade brutal. Que orgulho no que eles fizeram e no que acreditaram. Foram buscar mais um bocadinho e jogaram de sorriso nos lábios, de frente, para tentar mudar as coisas”.
Depois de uma primeira parte não tão bem conseguida, com algum receio de ter bola e de jogar, crescemos muito na segunda parte. Tivemos uma alma portuguesa enorme. Mais do que qualidade, demonstrámos mais uma vez a união que esta equipa tem nos momentos decisivos, quando corre atrás do resultado.

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