“Cherne, Borrego, Peixe…” Ana Abrunhosa rejeita melhorias nas refeições escolares pedidas por autarcas

A Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, reuniu na passada terça-feira com os autarcas da área metropolitana do Porto, onde as refeições escolares foram um tema abordado. Na reunião, Ana Abrunhosa, rejeitou a melhoria nas refeições escolares pedidas pelos autarcas.

“Há municípios que pedem significativas melhorias nas refeições: cherne, borrego, peixe… e isso, comparativamente ao passado, implica custos mais elevados”, afirmou a Ministra da Coesão Territorial. Ana Abrunhosa disse aos autarcas que dificilmente será possível chegar a um acordo com o ministro das Finanças para um valor “superior aos dois euros e 75 cêntimos”.
Na reunião, à porta fechada, Ana Abrunhosa revelou que o custo máximo por refeição vai mesmo passar para os dois euros e 75 cêntimos e, desse valor, os alunos vão pagar um euro e 40 cêntimos, sendo que o restante será dividido entre o ministério da educação e os municípios. Segundo a Ministra da Coesão Territorial, 90% dos fornecedores conseguirá acompanhar o aumento, no entanto, em alguns casos, o preço base da refeição poderá ser fixado nos três euros, fruto das estratégias de qualidade alimentar dos próprios municípios.
Ainda na área da educação, a Ministra da Coesão Territorial quis detalhar os avanços nas negociações sobre a manutenção das escolas. O valor inicialmente previsto, 20 mil euros por município, deverá ser reforçado com mais 10,8 milhões de euros, passando assim para mais de 30 mil euros por autarquia. O investimento não contempla, no entanto, os equipamentos, como laboratórios, bibliotecas ou salas de informática. “Estas despesas ainda não são alvo de descentralização, mas devem ser, porque se alguma coisa correr mal nós sabemos qual é a porta a que as pessoas vão bater. portanto, a nossa ideia é, no âmbito da comissão técnica de desenvolvimento, fecharmos esta questão com a maior celeridade”, afirmou a ministra na reunião com os autarcas da área metropolitana do Porto.
A ministra da coesão territorial quer, por isso, fechar rapidamente a lista de escolas que necessitam de intervenção não esquecendo o panorama difícil do setor da construção que está a provocar um aumento dos orçamentos para as obras públicas.
Na reunião com os autarcas , a Ministra deixou ainda uma garantia: se o dinheiro do Portugal 2030 não chegar , o Estado não se importa de recorrer a outras fontes de financiamento como, por exemplo, o Plano de Recuperação e Resiliência.

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