Arquivo Digital.SP inclui 28 mil listas de imigrantes portugueses que desembarcaram no Porto de Santos entre 1888 e 1973

No início deste ano, o Arquivo Público do Estado de São Paulo (APESP) incluiu no seu site mais de 28 mil listas de desembarque do Porto de Santos. Com esta inserção, ficam disponíveis on-line cerca de 52,8 mil listas em PDF para consulta e pesquisa genealógica ou para a obtenção de certidão de imigração, sendo este um dos serviços mais requisitados pelo público da instituição.

As listas abrangem o período de 1888 a 1973, mas este novo lote conta com maior quantidade dos períodos de 1928 a 1937 e de 1948 a 1965. A disponibilização desse lote de imagens foi possível com a ampliação de espaço de armazenamento no site do APESP, utilizando recursos do Programa Arquivo Digital.SP.
O trabalho de digitalização das listas e indexação das informações já estava sendo feito nos últimos anos, mas faltava espaço para armazenamento dessas imagens no site do APESP.
Em setembro do ano passado, 36 mil imagens dos registros da Hospedaria de Imigrantes também foram inseridas no site da instituição, por meio do Arquivo Digital.SP, que pretende realizar diversas outras ações até o final deste ano.
As listas de passageiros mencionam os “vapores”, como eram chamados os navios, em referência às embarcações movidas a vapor. Esses navios faziam rotas locais, regionais e internacionais até o porto de Santos, no litoral do estado de São Paulo. Ao desembarcar, todos os passageiros deixavam seus dados pessoais registrados nesses livros.
Este costumava ser o primeiro registo da maioria dos imigrantes que chegavam a São Paulo, desde o início do fluxo imigratório após a abolição da escravatura (1888). Além dos nomes dos passageiros, as listas trazem informações valiosas para a busca por dupla cidadania ou pesquisa académica e genealógica, como sexo, idade, profissão, procedência e destino do viajante, além de dados hoje considerados sensíveis, como religião e origem étnica.
Entre as centenas de embarcações registradas, os navios que mais desembarcavam são responsáveis por quase metade das listas. Os vapores Anna e Carl Hoepcke encabeçam o ranking com mais de 1.000 viagens cada, normalmente trajetos curtos nacionais, mas que podem revelar deslocamentos locais dos imigrantes.
Diversos navios também fizeram mais de 400 desembarques cada, como Itatinga, Aspirante Nascimento, Itaquera, Itaberá, Itapuhy e Argentina. Também estão presentes alguns vapores menos frequentes, porém importantes para a história de algumas colônias de imigrantes, como o Kasato Maru, o Provence, o Highland Brigade e o Salta.
A pesquisa nessa base de dados pode ser feita diretamente no site do Arquivo, filtrando pelo nome do navio, pela data exata de chegada ou pelo ano de desembarque, através da página: www.arquivoestado.sp.gov.br/web/acervo/solicitacao_certidoes/lista_passageiros_pesquisa.
O Arquivo Público do Estado de São Paulo mantém o serviço de emissão de certidões de imigração para fins de comprovação de nacionalidade de estrangeiros e requisição de dupla cidadania para descendentes desses imigrantes. O processo é todo digital, desde o início da pesquisa no site até o envio da certidão por e-mail, gerada no programa SP Sem Papel.
O conjunto documental de listas de desembarque no porto de Santos pertence ao fundo da Secretaria de Promoção Social (SEPROS), grupo 3G2 – Assistência Social a Migrantes e Imigrantes.
Além das listas de desembarque neste grupo da SEPROS, o Arquivo possui 12 caminhos de pesquisa envolvendo o tema migração e imigração em conjuntos documentais de outras secretarias como Justiça, Agricultura e Segurança, que podem ser consultados neste ”mapa da imigração” no acervo da instituição.
Também o Arquivo Nacional mantém um banco de dados criado a partir dos registos de estrangeiros que chegaram de navio ao país pelo porto do Rio de Janeiro.
Para a incrementar o acesso on-line aos documentos, foram digitalizados mais de 5,1 milhões de itens do acervo sob a guarda do Arquivo Nacional, após parceria com a fundação FamilySearch. Com isso, alguns dos conjuntos mais consultados no AN, como os registros de entrada de estrangeiros no Brasil, serão, em futuro próximo, integralmente acessíveis de forma remota, o que contribui, inclusive, para sua preservação.

Podemos considerar o início da imigração no Brasil a data de 1530, pois a partir deste momento os portugueses vieram para o nosso país para dar início ao plantio de cana-de-açúcar. Porém, a imigração intensificou-se a partir de 1818, com a chegada dos primeiros imigrantes não-portugueses, que vieram para cá durante a regência de D. João VI. Devido ao enorme tamanho do território brasileiro e ao desenvolvimento das plantações de café, a imigração teve uma grande importância para o desenvolvimento do país no século XIX.
Como o Brasil ainda era uma colônia na época os imigrantes vinha na chance de encontrar terras novas para iniciar o plantio de cana. No ano de 1819 vieram os suíços, que chegaram e se instalaram no Rio de Janeiro, os alemães, que vieram logo depois, em 1824, e foram para o Rio Grande do Sul, os eslavos, originários da Ucrânia e Polônia, habitando o Paraná, os turcos e os árabes, que se concentraram na Amazônia, os italianos de Veneza, Gênova, Calábria, e Lombardia, que em sua maior parte vieram para São Paulo.
Com a “abolição” da escravidão (em 1888) o governo brasileiro decidiu incentivar a vinda dos europeus ao Brasil para mão de obra barata para substituir os escravos nas lavouras de café (com propagandas, distribuição de passagens e etc.) assim vieram muitos italianos e alemães que começaram a trabalhar na zona rural brasileira.
Mas os europeus não ficaram apenas no trabalho rural, muitos deles também faziam atividades variadas e como artesanal, a policultura, a atividade madeireira, a produção de borracha, a vinicultura, etc. esse também foi o evento que mais contribuiu pra miscigenação brasileira. 

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