O presidente da Câmara Municipal de Gaia lamenta que os centros de saúde continuem alheados do processo de vacinação, sendo os municípios a assegurar o funcionamento e gestão destes espaços.
“Não podemos estar hoje com a responsabilidade da Covid e da vacina da gripe e tudo a cair nos municípios”, diz o autarca.
Eduardo Vítor Rodrigues explica que em V. N. de Gaia existem dois grandes centros de vacinação, o de Grijó (que nunca encerrou) e o de Devesas que abriu a 3 de novembro, mas diz que isto só é possível devido ao esforço da autarquia. “Tivemos a esmagadora maioria dos enfermeiros contratados pelo município, além do apoio da policia municipal, bombeiros, assistentes técnicos, etc. Agora parece-me que é necessário lembrar que existem centros de saúde, não podemos estar hoje com a responsabilidade da Covid e da vacina da gripe e tudo a cair nos municípios, e, depois, quando algo corre bem, a responsabilidade é do vice-almirante, que teve de facto um trabalho extraordinário com uma rede muito importante.”
O presidente da Câmara de Gaia sublinha que os centros de vacinação são uma solução transitória e os centros de saúde não podem continuar alheados deste processo. “Os centros de saúde foram e são unidades de base muito mais local do que os centros de vacinação e que têm estado alheados de todos este processo. O que temos visto é centros de saúde a operar basicamente com teleconsultas e onde é quase impossível entrar. Precisamos voltar a ter os centros de saúde abertos e com capacidade de resposta. Os municípios em muitos casos estão exauridos do ponto de vista financeiro de todo este processo que têm assumido e pago.”
Já na cidade do Porto estão disponíveis e em pleno funcionamento dois centros de vacinação – o do Cerco e do Regimento de Transmissões, que nunca encerraram. Numa resposta enviada à TSF, a autarquia explica que “trata-se de estruturas geridas pelos Agrupamentos de Centros de Saúde. Para além do alargamento dos horários de funcionamento, nomeadamente ao fim de semana, não foi solicitado ao Município qualquer aumento de capacidade ou de criação de novas estruturas. Por outro lado, o Serviço Municipal de Proteção Civil tem apoiado as entidades de saúde, nomeadamente no que respeita às desinfeções de vários locais, equipamentos e transporte”.
A Câmara do Porto também está a apoiar o transporte em táxi para os centros de vacinação e “já investiu cerca de 300 mil euros desde março de 2021”.
Permanece ainda em funcionamento o Centro de Emergência à Covid-19, com capacidade máxima para 40 utentes, no Centro de Acolhimento Temporário Joaquim Urbano.