Proposta do primeiro-ministro em Bruxelas.

António Costa apresentou hoje as conclusões do Conselho Europeu que incidiu sobre a crise energética o tema dos combustíveis, sublinhando que o debate centrou-se em medidas do “ponto de vista estrutural” que devem ser tomadas por Bruxelas.
Costa adiantou que foram solicitados à Comissão dois estudos para avaliar “se há vantagens em podermos reproduzir na área dos combustíveis um mecanismo de compra conjunta que tão bons resultados deu no processo das vacinas.”
De resto, o primeiro-ministro português referiu que em cima da mesa está também a análise “se se continua a manter válida a ideia de que o atual processo de fixação do preço de natureza marginalista, ou seja, pagando a todos o preço mais elevado que é pago a cada fornecedor, se deve manter ou se chegou a altura de alterar estas regras de forma a que o custo das energias renováveis não seja penalizado sobre o custo que hoje incide sobre os combustíveis fósseis.”
Costa adiantou ainda que foi feito também um apelo à Comissão para que “desenvolva contactos tendo em vista incrementar as nossas relações comerciais com outros fornecedores e designadamente a possibilidade de utilização do porto de Sines para uma maior utilização do GNL [gás natural] americano ou de origem americana”, sendo “um contributo importante para a diversificação do fornecimento e, portanto, da segurança energética.”
Em cima da mesa esteve também a “importância de acelerar” todas as iniciativas associadas ao hidrogénio verde e que “é um gás renovável, limpo e que pode contribuir para também diminuir a dependência da União Europeia relativamente ao consumo do gás natural, explicou ainda o chefe do executivo.