O Governo convocou os três sindicatos da função pública para uma reunião de negociação suplementar esta quarta-feira, em resposta ao pedido dos representantes dos trabalhadores, que não ficaram satisfeitos com os aumentos de 0,9% para 2022.
A Frente Sindical, liderada pelo Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), reivindica aumentos de 3% para o próximo ano, a Federação Sindical dos Sindicatos da Administração Pública (Fesap) exige uma atualização de 2,5% e a Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública (FCSAP), 90 euros para todos os trabalhadores.
Assim, Frente Comum, Fesap e STE esperam que a reunião de hoje traga propostas “concretas” e “objetivas” às reivindicações dos trabalhadores, caso contrário, a greve será inevitável.
Segundo o responsável, “as propostas que o Governo tem em cima da mesa são de atualização salarial e não de aumento”, havendo “um ausência absoluta de resposta a todas as outras matérias que a Frente Comum entende que tem de negociar”, afirmou.
“Já está agendada uma greve para o dia 12 de novembro, o Governo tem todas as condições para alterar a proposta do OE2022, a greve vai ocorrer a tempo disso acontecer e do Governo sentir a força e a vontade dos trabalhadores da administração pública de alterar estas políticas”, afirmou.
Para além das questões salariais, “há um conjunto de outras questões que queremos ver negociadas, como a tabela remuneratória única, as alterações de posicionamento remuneratório, as carreiras”, afirmou pedindo “respostas sobretudo para dois setores que não as têm tido: a saúde e a educação”.
“Se o Governo atender às nossas reivindicações, de uma forma objetiva e muito clara, com prazos, datas, montantes e alterações objetivas, com certeza que teremos condições para pensar” em cancelar a greve, disse o responsável. “Está tudo nas mãos do Governo”, concluiu.

Sem “compromissos concretos”, Fesap anuncia ainda hoje greve
“Porque estamos de boa fé no processo negocial, temos expectativas de que o Governo possa avançar um pouco mais no sentido de compromissos negociais, calendarizados no tempo”, refere.