“Corredor pode estimular a economia local”.

A Associação Vale d’Ouro participou na consulta pública para o Plano Nacional Ferroviário submetendo um estudo para a nova linha de alta velocidade entre Porto – Vila Real – Bragança – Zamora desmistificando a inviabilidade técnica do corredor, apontando para uma importância económica com impacto em todo o país e sem qualquer afetação da rede ferroviária existente, nomeadamente a Linha do Douro.
Com uma extensão prevista de 265 quilómetros, a Associação Vale d’Ouro acredita que poderiam circular em média 50 comboios por dia.
“O projeto é necessário para o Norte, e todo o país vai beneficiar desta linha de alta velocidade de Trás-os-Montes, que como já sabemos, há uma perspetiva do nosso país de termos um corredor internacional a Norte. O que nós quisemos com este estudo, foi demonstrar que há viabilidade técnica de que esse corredor possa existir a Norte do Rio Douro, que é um corredor que pode estimular a economia local de forma muito relevante”, salienta Luís Almeida, do projeto Associação Vale d’Ouro.
A cidade do Porto poderá ficar a menos de 75 minutos de Bragança, se as cidades forem ligadas por um comboio de alta velocidade que poderá circular a 250 km/hora em grande parte da linha.
A possibilidade de uma nova ligação ferroviária foi estudada pela Associação Vale d’Ouro que apresenta uma proposta, que a linha do comboio tem paragens previstas em Paços de Ferreira, Amarante, Vila Real, Alijó/Murça, Mirandela, Macedo de Cavaleiros e Bragança.
Em termos internacionais, a criação desta nova linha significaria que a cidade do Porto poderia ficar a cerca de 3 horas de Madrid, em Espanha e ainda a mais ou menos 8 horas de Paris, a capital francesa.
Com uma extensão prevista de 265 quilómetros, o estudo indica que a ser possível concretizar os planos poderiam circular em média 50 comboios por dia, 25 em cada sentido. Existiriam também diversos serviços, como o regional, intercidades, alta velocidade e transporte de mercadorias.
Ainda assim, a Associação Vale d’Ouro alerta que seriam necessários no mínimo 20 anos para que esta linha entrasse em operação. O custo máximo que o estudo estima para a obra é de 4,15 mil milhões de euros.
Mantendo-se otimista, a associação acredita que o prazo de construção da linha poderá ser reduzido, visto que, existe “experiência na construção da rede de autoestradas em tempos recorde, com padrões de qualidade elevadíssimos”.