Autárquicas2021 /Porto

O candidato do Chega à presidência da Câmara do Porto, António Fonseca, esclareceu hoje que aceitou o convite do líder do partido, André Ventura, na condição de “independente” e com a garantia de poder formar “uma equipa independente e qualificada”.
“Quando fui convidado pelo André Ventura, esclareci que só aceitava como independente, com um programa meu e com uma equipa para a vereação independente e qualificada para fazer uma boa gestão a pensar na população do Porto”, disse António Fonseca.
O candidato falava numa ação de campanha na zona da avenida Fernão de Magalhães, no Porto, durante a qual criticou a falta de capacidade de comunicação do atual presidente da câmara, Rui Moreira, com a população, nomeadamente em relação às obras na cidade e aos transtornos que as mesmas podem originar, o que “motiva contestação dos moradores e comerciantes”.
“Aqui, em Fernão de Magalhães, tem havido contestação de moradores e comerciantes e até das pessoas que passam por aqui, com a confusão de uma obra que se arrasta há muito tempo, com situações de falta de escoamento e também de higiene, nomeadamente, junto do Hospital Joaquim Urbano”, disse.
Reconheceu que “é preciso obra para melhorar”, mas salientou que na avenida Fernão de Magalhães “duram já há muito tempo”, há mais de três anos, segundo afirmaram alguns comerciantes ouvidos durante o percurso do candidato do Chega por aquela zona.
“Eu não sei como esta gente tem sobrevivido. Esta avenida já teve vários sentidos, não temos um corredor de bus completo, está tudo muito confuso”, frisou.
António Fonseca, que foi eleito presidente da União de Freguesias do Centro histórico do Porto durante dois mandatos pelo movimento de Rui Moreira, explicou que deixou de identificar-se com o atual presidente da autarquia “por incumprimento das promessas contidas no manifesto subjacente ao movimento em 2013, como, por exemplo, o apoio às famílias e a construção de casas para jovens a rendas acessíveis”, entre outras, e também porque, disse, Rui Moreira não cumpriu a lei da transferências de competências para as juntas de freguesia.
“Ao contrário, António Costa (então, presidente da Câmara de Lisboa) procedeu à transferência de competências logo em 2013, passando a câmara a tratar dos assuntos mais macro e as juntas dos mais locais”, como “a limpeza dos passeios, autorizações para esplanadas ou publicidade”, apontou.
Essa transferência de competências no Porto deveria, depois, segundo António Fonseca, “ter ocorrido em 2020, mas até hoje [não sucedeu]”.
“Eu sei que ganhava [a União das Juntas de Freguesias do Centro Histórico], mas não podia candidatar-me”, frisou.
O candidato do Chega à presidência da Câmara Municipal do Porto voltou a criticar a falta de apoio de Rui Moreira às empresas e às pessoas da cidade durante o estado pandémico.
“Estamos num estado pandémico, devia fazer o que Lisboa fez, apoiar de imediato as empresas e as pessoas afetadas. Agora, no fim do ano, vai dar dinheiro que não é nada, muitas empresas ficaram pelo caminho, não mandou um tostão para as juntas de freguesia para apoiar as famílias afetadas”, acrescentou.
São candidatos à presidência da Câmara do Porto, nas eleições de 26 de setembro, Rui Moreira (movimento independente “Rui Moreira: Aqui há Porto” – apoiado por IL, CDS, Nós, Cidadãos!, MAIS), Tiago Barbosa Ribeiro (PS), Vladimiro feliz (PSD), Ilda Figueiredo (CDU), Sérgio Aires (BE), Bebiana Cunha (PAN), António Fonseca (Chega), Diogo Araújo Dantas (PPM), André Eira (Volt Portugal), Bruno Rebelo (Ergue-te) e Diamantino Raposinho (Livre).

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