Rui Moreira debaixo de fogo rosa.

Tiago Barbosa Ribeiro inspira-se nos anos 1990 e no domínio socialista do Porto para reclamar mais ambição a Rui Moreira. Afirmando-se concentrado em resolver o problema da habitação na cidade, o candidato socialista faz um “diagnóstico” duro dos dois mandatos do independente que começou com o auxílio do PS e que vai agora para a terceira eleição debaixo do fogo rosa.
Tiago Barbosa Ribeiro não foi a primeira escolha do Partido Socialista para a corrida à câmara do Porto. O líder da concelhia foi anunciado como candidato depois do convite ao secretário de Estado da Mobilidade, Eduardo Pinheiro, ter sido declinado, e de o secretário-geral adjunto do PS se ter posto fora do elenco.
Agora, o deputado de 37 anos, que chegou a depor no caso de Tancos por causa de SMS trocados com Azeredo Lopes, elege a habitação como a primeira, segunda e terceira prioridades do PS na cidade — habitação que foi um dos pelouros que, no primeiro mandato de Rui Moreira, coube ao vereador socialista Manuel Pizarro, tal como o Urbanismo ficou com o também socialista Manuel Correia Fernandes.
Quem viesse depois dos mandatos de Rui Rio na câmara do Porto ia sempre sair bem na fotografia. Afinal, “era difícil fazer pior” que o atual líder do PSD, acusa o candidato socialista à câmara do Porto.
Não tendo Rui Moreira feito pior que o antecessor, Barbosa Ribeiro diz também que, oito anos depois, pouco há para ver da obra de Rui Moreira. O socialista acena com as obras que Fernando Gomes e Nuno Cardoso fizeram quando estiveram na autarquia, no final do século passado, mas também assume que “cada tempo é um tempo” e centra agora os objetivos na descarbonização da cidade.
As sondagens não estão favoráveis nem ao PS, nem ao PSD, dando uma vantagem folgada a Rui Moreira. Mas, sobre isso, o candidato socialista pede uma dose de ceticismo à moda do Porto: “não me lembro de nenhuma sondagem que tenha errado a nível nacional, e lembro-me de várias que erraram no Porto várias vezes.”

Facebook
Twitter
Instagram