A assembleia-geral de obrigacionistas da TAP aprovou hoje a renúncia ao reembolso antecipado de obrigações relativamente aos exercícios de 2020, 2021 e 2022, revelou a transportadora portuguesa em comunicado.
Na nota publicada na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a TAP revelou que a única proposta a votação foi aprovada com 96,46% dos votos (32.138), registando-se 3,54% votos contra (1.180).
Segundo a TAP, foi decidido alterar os termos e condições aplicáveis às Obrigações TAP 2019-2023, “da qual atualmente resulta a atribuição aos obrigacionistas do direito de reembolso antecipado das respetivas obrigações se, no termo de qualquer exercício até à respetiva maturidade, for ultrapassado”, pela TAP um rácio de endividamento.
A empresa adianta que os relatórios e contas anuais consolidados de 2020 apresentados pelo Conselho de Administração apontam para a ultrapassagem do “rácio de Dívida Líquida Ajustada / EBITDAR Ajustado de 7x” e que o plano de negócios, que incorpora estimativas deste rácio relativamente aos anos de 2021 e 2022, “não prevê que essa situação se altere entretanto”.
A transportadora tinha convocado os detentores de Obrigações TAP 2019-2023 para uma assembleia-geral, com três pontos na agenda, mas o primeiro e o terceiro pontos não foram a votação.
A assembleia-geral de obrigacionistas da TAP de 02 de julho tinha sido adiada por falta de quórum.
Os prejuízos da TAP SA ascenderam a 1.230,3 milhões de euros em 2020, ano marcado pela pandemia de covid-19, um agravamento superior em 12 vezes às perdas de 95,6 milhões de 2019.
De acordo com um comunicado enviado em abril pela empresa à CMVM, “o resultado líquido do ano foi negativo em 1.230,3 milhões de euros”, um agravamento dos prejuízos de quase 1.300% face aos 95,6 milhões de euros de 2019.
A companhia aérea lembrou que, “tal como em todo o setor da aviação, a operação e resultados de 2020 foram severamente impactados pela quebra de atividade em resultado da pandemia de covid-19”.
Na TAP, o número de passageiros transportados caiu 72,7%, as receitas de passagens caíram 70,9% e o índice de ocupação ficou nos 64,6% (tinha sido de 80,1% em 2019), de acordo com o comunicado.

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