O presidente da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, Nuno Araújo, ex-chefe de gabinete de ministro, foi alvo de buscas por tráfico de influências e corrupção na terça-feira.

O PSD/Matosinhos acusou esta quinta-feira a câmara local e a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) de “conluio” devido a contratos de ajustes diretos entre esta autarquia e a empresa do presidente da administração portuária.
“Foram 100 mil euros que a Câmara de Matosinhos, através de ajustes diretos, entregou nos últimos tempos à sociedade EQS CERT. LDA, da qual Nuno Araújo [presidente da APDL] é sócio e já foi gerente”, revelou esta quinta-feira o líder da concelhia do PSD de Matosinhos, Bruno Pereira.
O presidente da APDL, Nuno Araújo, ex-chefe de gabinete de ministro, foi alvo de buscas por tráfico de influências e corrupção na terça-feira.
O social-democrata referiu que a empresa do presidente da administração portuária está vocacionada em fiscalização e manutenção de elevadores, mas “obteve um ajuste direto com a Câmara de Matosinhos, na área da consultadoria ambiental, no valor de 45 mil euros”.
“Verifica-se um claro conflito de interesses e promiscuidade entre a Câmara de Matosinhos e APDL, motivo pelo qual a APDL age como se fosse dona do concelho, sem se importar com os muitos incómodos e largos prejuízos que provoca aos cidadãos, sem prestar contas a ninguém, a título de exemplo verificável pelo mau funcionamento da ponte móvel ou das obras de alargamento do terminal de contentores e aumento do quebra-mar de Leixões”, afirmou.
“Esta situação não pode ficar impune” e recorda que “Nuno Araújo está a ser investigado pelo Ministério Público por eventuais atos de corrupção”.

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