Os trabalhadores das bilheteiras e revisores da CP iniciam hoje uma greve nacional de três dias, até terça-feira, que a empresa admite que possa causar “fortes perturbações” na circulação de comboios a nível nacional.

Em comunicado, a CP alerta que hoje, segunda e terça-feira – os três dias da greve convocada pelo Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI), em protesto contra a proposta de regulamento de carreiras e reclamando aumentos salariais e o cumprimento do acordo de empresa – “podem ocorrer fortes perturbações na circulação de comboios a nível nacional”.
A CP adverte ainda ser “expectável que se verifiquem perturbações” nos dias anterior e seguinte ao protesto, designadamente “no final do dia 5 de junho [sábado passado] e nas primeiras horas da manhã de dia 9 de junho [quarta-feira]”.
Em comunicado, o Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) aponta a greve nacional como a “última forma de luta” face à “recusa de diálogo e à inoperância, há vários meses, na resolução dos problemas dos trabalhadores por parte do Conselho de Administração da CP”.
Os trabalhadores protestam contra a proposta de regulamento de carreiras apresentada pela CP, que dizem prever “um aumento da polivalência de funções” e a “junção e extinção de categorias profissionais”, considerando que tal “vai pôr em causa postos de trabalho presentes e futuros”.
Reclamam ainda a “melhoria do salário base, que atualmente está no limiar do salário mínimo nacional”, e a “reposição das perdas salariais sofridas pelos ferroviários operacionais que foram contagiados pela pandemia provocada pela covid-19, bem como pelos que tiveram de cumprir confinamento profilático por estarem em contacto com colegas infetados”.

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