Os dois cursos de formação de manufatura da Camisola Poveira, lançados pelo município da Póvoa de Varzim, distrito do Porto, em articulação duas entidades formadoras, arrancaram no final de abril, com inscrições esgotadas. E faz-se fila para conseguir um lugar assim que possível. Afinal, é um emprego que surge num tempo oportuno.
O ressurgimento do interesse pela Camisola Poveira, um artigo secular e muito ligado às tradições piscatórias deste concelho do norte do país, surgiu após a polémica com a estilista norte-americana Tory Burch, que criou um artigo muito semelhante e promoveu-o como produção própria.
O incidente ganhou dimensão mediática e, apesar da empresária ter admitido o erro e retirado o artigo das suas plataformas de venda, está a ser promovida uma ação judicial, interposta pelo Estado Português nos tribunais do Estados Unidos, contra a estilista, com um pedido de indemnização pelos danos causados.
Esse crescente interesse foi também reconhecido pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), que criou um curso com uma duração de 300 horas, que se vai prolongar por três meses, e que esgotou prematuramente com a inscrição de 25 formandas. Mas continuam a aparecer interessados: diz o Jornal de Notícias (JN) que a fila de espera para aprender a fazer a Camisola Poveira já vai em 90 pessoas.
Entre os interessados surgem pessoas desempregadas, outras que querem mudar de área e veem aqui uma “oportunidade de negócio”. Todas as pessoas desempregadas se podem inscrever no curso, recebendo uma bolsa formativa enquanto o frequentam. E, apesar de esta primeira vaga estar já esgotada, o IEFP pretende organizar mais formações.

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