OPINIÃO
Por Gustavo Pires*

Estive como militar na guerra colonial… sei o que é a coragem porque a presenciei em direto. Por isso, abomino a covardia. A covardia é a pior das características que um ser humano pode demonstrar. No seu poder absoluto o que é que Hitler, Estaline, Videla, ou, entre outros, Mao Tsé-Tung foram senão uns covardes? Nada há de pior para um país do que ter instituições, governamentais ou civis, da economia ao desporto, administradas por gente que faz da covardia o seu modo de vida. O covarde promove a covardia diluindo todas as atitudes e comportamentos que possam conduzir à coragem. Pelo medo, restringe os direitos e pelas agressões as vontades.
O covarde não é nem de direita nem de esquerda. Ele, de acordo com os seus mais mesquinhos interesses, move-se entre as ideologias extremistas à direita que anulam a liberdade de opinião e as ideologias extremistas à esquerda que anulam a propriedade privada. Ao fazê-lo, destrói os comportamentos de bravura, restringe as vontades, regula as ambições, limita os horizontes, abole a iniciativa, destrói a autenticidade, rebenta com a educação proibindo as crianças e os jovens de brincarem, em suma, promove uma cultura de rebanho. 
O covarde representa bem o lado negro da gestão quer ela seja, política, económica, social ou desportiva.
Desgraçados os países com uma cultura de covardia.

*Professor jubilado da Faculdade de Motricidade Humana

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