O Matosinhos Independente, movimento cívico que pretende concorrer às eleições autárquicas em 2021, enviou à nossa redacção com o seguinte teor.

Hoje vem uma notícia, no JN, a dar conta da possibilidade de instalar uma refinaria de lítio em Matosinhos. Vai o petróleo preto e vem o petróleo branco, vai a Galp e vem algo igual ou pior.

1 – Fundamental estar sempre em defesa da população matosinhense e do seu impacto ambiental.

2 – Matosinhos atingiu um estatuto de aglomeração urbana, com potencial para se transformar nuna cidade cada vez mais importante em Portugal, que não se compadece com a localização da actividade de exploração dos recursos minerais em causa, sob pena de se estar a prejudicar a qualidade de vida dos cidadãos e a capacidade de atração da cidade em termos sociais, empresariais, turísticos, paisagísticos e ambientais.

3 – A CM Matosinhos como sempre anda a reboque dos acontecimentos e não fez o trabalho de casa. Quem exerce o poder em Matosinhos tinha a obrigação de saber que havia um relatório de 2005, elaborado por um grupo de missão liderado por Murteira Nabo, já concluía que a Galp deveria equacionar o encerramento da refinaria da Petrogal em Matosinhos, a partir de 2010.

https://www.jn.pt/local/noticias/porto/matosinhos/relatorio-de-2005-defendia-encerramento-da-refinaria-de-matosinhos-13160271.html?fbclid=iwar0bwbytudi534oxevt9n9nzvhgpm1erre5tl2utxg30gv0cvwrc6otzh6s

Em Matosinhos não se planifica, não se governa a médio e longo prazo, governa-se à tona. Há falta de liderança e muito amadorismo, porque nunca houve oposição e uma alternativa que os amedronte e que possam perder o poder que o exercem há 44 anos.

4- Uma autarquia ter um executivo da cor do governo é contraproducente, muitas visitas muitas fotos mas quando é a doer e ter que tomar posições antagónicas e marcar posição. Embrulha, grita, vocifera, mas o mal já está consumado.

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