António Costa anunciou ao país as novas medidas para os próximos 15 dias, que incluem o Natal e o Ano Novo.
Onúmero de novos casos de Covid-19 em Portugal tem vindo a diminuir, mas não ao ritmo desejado. Perante este cenário, o Governo vai manter o alívio no Natal, protegendo esta altura do ano tão especial para as famílias portuguesas, mas vai sacrificar a passagem de ano. A partir das 23h do dia 31 e a partir das 13h dos dias seguintes, 1, 2 e 3 de janeiro, a circulação fica restrita.
“Temos de cortar totalmente as celebrações de Ano Novo. Não estamos no ponto em que desejávamos estar”, explicou António Costa.
Apesar do alívio no Natal, o governante apela às famílias que tenham cuidados redobrados durante a quadra festiva, para evitar um “grande crescimento” em janeiro, mas admitiu já esperar um aumento de infeções na semana seguinte.
“Todos temos consciência de que vai haver aumento de infeções após o Natal, temos de conter imediatamente esse crescimento porque quanto mais alto for o patamar de onde partimos, maior será a dimensão da onda e estamos ainda num patamar elevado porque não mantivemos o ritmo de queda que estávamos a ter há 15 dias”, afirmou o primeiro-ministro.
Estas medidas vão ser aplicadas em todo o território nacional, sem exceções, pois para o Governo só serão eficazes se forem aplicadas em todo o país de igual forma.
“Vão ser aplicadas em todo o país e em todos os concelhos porque vai ser um período onde vai haver muita circulação e os dados que temos serão, seguramente, desatualizados. É preciso compreendermos que o conjunto destas medidas é o que tem permitido ter uma redução significativa do número de novos casos por semana”, esclareceu o primeiro-ministro.
Sobre o número de óbitos, que permanece elevado apesar da ligeira diminuição do número de novas infeções, Costa explicou que os especialistas indicaram que há uma “dilação temporal” entre os momentos em que diminuem os novos casos, depois os internamentos e, só por fim, a diminuição de óbitos.
“Tudo indica que para a semana começaremos já a diminuir os novos óbitos”, indica António Costa. “Cada vida é única e insubstituível”.

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