A marca deu ‘nova vida’ à memória de muitos portugueses.

É a segunda loja da rede criada por Catarina Portas, para recuperar produtos da memória portuguesa, a encerrar este ano em que a pandemia tem afetado o fluxo do turismo e impactado o setor do retalho.
“Há dois anos precisamente re-abrimos a nossa loja no Porto, em nova morada, lembra-me hoje o Facebook. Infelizmente, é também hoje que anunciamos que a nossa morada portuense vai encerrar no final deste ano terrível de 2020. Obrigada a todos, sócios, senhorios, fornecedores, fregueses, amigos. E mais do que tudo, um agradecimento do fundo do coração a uma equipa empenhada e conhecedora como poucas”, publicou Catarina Portas no mural da sua conta na rede social.
A loja A Vida Portuguesa no Porto, perto dos Clérigos, encerra até ao final do ano, confirmou Catarina Portas, a empresária por trás deste projeto. É a segunda loja da rede a fechar, depois da loja em Lisboa, no Chiado.
Desde janeiro de 2019, a loja no Porto estava localizada na Rua Cândido dos Reis, onde anteriormente estava instalado o armazém de tecidos Camões & Moreiras (loja fundada em 1947), para onde se mudou depois de dez anos na Rua Galerias de Paris.
A notícia levou o estilista Nuno Baltazar a lamentar publicamente o fecho da loja, da cadeia criada em junho de 2007, e que deu “nova vida” a marcas nacionais que fazem parte da memória afetiva de muitos portugueses.
“O trabalho da Catarina Portas com a Vida Portuguesa é de um valor incalculável. Recuperou uma parte importantíssima da identidade portuguesa, dos nossos hábitos, do nosso passado e memória afectiva. Revitalizou dezenas de empresas e marcas portuguesas que estavam moribundas. Trabalhou arduamente para que não fôssemos um shopping a céu aberto à beira mar plantado. A Vida Portuguesa é um negócio sim, mas é muito mais que isso”, disse o estilista no Facebook, tecendo críticas às autarquias, Governo e responsáveis do Turismo.
“E é vergonhoso que o Ministério da Cultura, as câmaras do Porto e Lisboa, o Turismo de Portugal estejam adormecidos e não a protejam e assegurem a sua sobrevivência até que dias melhores regressem às nossas vidas. Esta é a nossa identidade, um museu vivo que sempre elevou e dignificou o melhor que se faz no nosso país. Ninguém faz nada?”, questiona o estilista.

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