A Galeria Municipal do Porto inaugura quinta-feira, dia 17 de dezembro, “Que horas são que horas: uma galeria de histórias”, uma exposição que pretende revisitar a história das galerias de arte da cidade.
Três curadores – José Maia, Paula Parente Pinto e Paulo Mendes – foram desafiados para uma reflexão sobre a paisagem histórica das galerias de arte no Porto, inscrita entre a aparente abertura cultural do final da Segunda Guerra Mundial e a retração do tecido cultural provocada pela recente crise económica.
“Que horas são que horas: uma galeria de histórias” revela as muitas faces da cidadania e as cumplicidades transformadoras entre artistas, agentes culturais e públicos que a conformam.
“Este retrato retrospetivo atravessa as exposições independentes em livrarias que ensaiaram uma profissionalização alternativa da arte, recorda o confronto com novos públicos e espaços cívicos que só a revolução de 1974 permitiu até à celebração das inaugurações simultâneas na rua Miguel Bombarda, culminando na rede de lugares alternativos organizada para resistir à Troika”, assinala a Galeria Municipal do Porto, salientando que “a paisagem histórica das galerias de arte no Porto é feita de cidadania e comércio, de uma arte não apenas de culto, mas com valor de troca: uma galeria de histórias”.
Além de “Que horas são que horas: uma galeria de histórias”, os visitantes da Galeria Municipal do Porto podem também ver a exposição “Nets of Hyphae”, exposição de Diana Policarpo, com curadoria de Stefanie Hessler.
As duas exposições estarão patentes ao público até ao dia 14 de fevereiro de 2021.
A entrada na Galeria Municipal do Porto é livre, mas sujeita ao limite máximo de 30 pessoas.

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