Portugal regista hoje 5.080 novos casos de infeção com o novo coronavírus e mais 95 mortes relacionadas com a covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS). Recorde aqui os principais pontos da conferência de imprensa.
A taxa de incidência “está a aproximar-se de valores mais controláveis, ainda assim bastante preocupantes”, afirmou Marta Temido, ministra da Saúde.
Marta Temido referiu que o Rt “se situa agora em 0,97, ligeiramente abaixo de 1, um valor que precisamos de descer e, sobretudo, de manter de forma sustentada”.
A ministra explicou ainda que se estima que o pico desta segunda vaga da pandemia se situou na semana de 20 de novembro.
Quanto às sequelas da covid-19, Marta Temido frisou que “são ainda um tema em avaliação e estudo”, que não atingem apenas os mais velhos.
Sobre a quadra festiva que se avizinha, a ministra lembrou que são necessários cuidados. “Até que tenhamos as vacinas e mesmo depois, precisamos de continuar a responder com o sistema de saúde, em termos de cumprimentos das indicações das autoridades de saúde e do cuidado de todos”, cumprindo as regras básicas.
Marta Temido lembrou que “alívio de medidas não é relaxamento”, referindo-se em concreto às datas festivas que se aproximam. “Temos de ter uma grande contenção”, frisou.
Marta Temido lembrou que ainda não existem números exatos sobre as doses de vacinas que vão chegar em janeiro, mas que se vai verificar uma situação de “alguma escassez de vacinas”. “Temos de ser pacientes e temos, sobretudo, de pensar que existem passos que não podemos subestimar ou desvalorizar”, alertou, de forma a garantir que as vacinas serão “seguras, eficazes e de qualidade”.
“Se tudo correr bem, existirá um momento em que teremos uma muito maior quantidade de doses de vacinas e aí o desafio será o da celeridade de administração”, acentuou.
Sobre os centros de saúde, estes serão utilizados na primeira fase da vacinação. “Sabemos que, se tudo correr como planeado, teremos uma maior quantidade de vacinas [a chegar progressivamente], com uma vacinação mais massiva e em mais pontos de vacinação”, até comunitários, referiu a ministra.
Quanto às eleições presidenciais, Marta Temido referiu que estão a ser discutidos procedimentos num grupo de trabalho. Desta forma, está em curso o trabalho para permitir que quem está em confinamento obrigatório possa votar em janeiro de 2021.
No que diz respeito ao aumento da mortalidade, segundo números do INE, a ministra da saúde lembrou que só no final do ano é que pode ser feita uma análise mais detalhada. “Sabemos que há quatro períodos em que o comportamento da mortalidade observada é superior ao comportamento da mortalidade esperada”, estando agora o país a passar por um desses momentos.
A ministra da saúde lembrou que o país “continua a realizar muitos testes”, tendo neste momento 128 entidades na rede de laboratórios para testes de covid-19, entre testes convencionais e testes rápidos.

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