Número representa quase o dobro do anunciado há uma década; pessoas fogem de guerra, violência, perseguição e outras emergências; alto comissário para Refugiados ressalta que somente no ano passado, de 8,7 milhões a 11 milhões de pessoas tornaram-se deslocadas.
As Nações Unidas divulgaram o relatório “Tendências Globais” sobre o movimento de pessoas deslocadas por violência, perseguição, conflitos e outras emergências.
Ao todo, são 79,5 milhões de pessoas vivem nessa condição. O número representa quase o dobro de deslocados e refugiados há uma década em todo o globo. O total de deslocados com status de refugiado é de 26 milhões.
Com isso, uma em cada 97 pessoas, no mundo, vive como deslocada interna ou refugiada.  Somente no ano passado, mais 8,7 milhões foram adicionadas à lista e os países em desenvolvimento são os mais duramente afetados. Mas outras metodologias indicam que 11 milhões de pessoas passaram a esta situação.
O Acnur estima que entre 30 milhões e 34 milhões de deslocados sejam crianças.  O alto comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, disse que este é o maior número já registrado pela Agência da ONU para Refugiados, Acnur.
Falando a jornalistas em Genebra, Grandi contou que o tema afeta a todas as nações, mas os países pobres continuam abrigando 85% daqueles que são forçados a fugir de suas casas.
O alto comissário conta que a situação deve ser um tema global, mas que afeta principalmente os países em desenvolvimento.
As maiores emergências continuam ocorrendo do Afeganistão à República Centro-Africana e Mianmar.
Outras nações e regiões consideradas críticas são a República Democrática do Congo, Burkina Fasso e a região do Sahel além da Síria.
O Secretário-Geral da ONU, António Guterres tem-se empenhado com especial rigor neste assunto, apelando frequentemente ao fim dos conflitos internos, aproveitando mesmo a pandemia da Covid-19 como mais um argumento para que os Governos e as forças em conflito reflitam sobre os efeitos dramáticos da sua ação.
As medidas de prevenção e combate à pandemia, como o fechar de fronteiras, foi um dos mais agressivos impactos negativos entre as pessoas que se encontram nestas condições.
O relatório Tendências Globais revela que 73% dos quase 80 milhões de deslocados internos e refugiados buscaram abrigo em países vizinhos.
Quase sete em 10 deslocados vieram da Síria, da Venezuela, do Afeganistão, do Sudão do Sul e de Mianmar.
Número representa quase o dobro do anunciado há uma década; pessoas fogem de guerra, violência, perseguição e outras emergências; alto comissário para Refugiados ressalta que somente no ano passado, de 8,7 milhões a 11 milhões de pessoas tornaram-se deslocadas.
Quase sete em 10 deslocados vieram da Síria, da Venezuela, do Afeganistão, do Sudão do Sul e de Mianmar.

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