A eurodeputada do BE, Marisa Matias, acusou hoje a Comissão Europeia (CE) de tomar as “dores do infrator”, respondendo com “tecnicismos” à pergunta sobre a gestão do aterro em Valongo, cuja empresa é acusada pela população de “atentando ambiental”.
Na resposta à pergunta enviada em janeiro pelos eurodeputados Marisa Matias e José Gusmão, em que questionaram a CE se “face à patente violação das disposições da Diretiva Quadro sobre Resíduos” que medidas iria tomar “para instar o Estado português a fazê-las cumprir”, a comissão apresentou, entre outros, as conclusões da Comissão de Acompanhamento criada em fevereiro, alegação que desagradou aos bloquistas.
“Este é um daqueles casos que exige uma réplica porque, na realidade, a CE tomou as dores do infrator e limitou-se a consultar a Comissão de Acompanhamento, que foi constituída há muito pouco tempo. Numa situação destas, o mínimo que se pode esperar é que a CE ouça todas as partes e que não enverede por uma abordagem maniqueísta”, disse Marisa Matias.
Enfatizando que devem ser “ouvidas as populações que estão a ser afetadas e as associações que estão a trabalhar com estas pessoas”, a eurodeputada frisou que, “numa altura em que se torna evidente que as questões de saúde pública são tão centrais para a vida, é incrível que a CE responda com tecnicismos, formalidades e burocracias, em vez de responder com a questão essencial e que é se estão ou não pessoas a ser afetadas em matéria de saúde pública”.
“A CE pode fingir que cumpre normas e se, ainda assim, houver populações afetadas é porque alguma coisa está a falhar”, acrescentou.

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