BILHETE POSTAL
Eduardo Oliveira Costa*

Comprometer-se e cumprir. Não se lembrar só das pessoas quando precisam dos votos. Dar o exemplo. Um bom exemplo de que cumprem com zelo e ética as tarefas para que foram eleitos. Ter presente que os eleitos têm o direito de observar o que fazem. Que têm o direito de ser críticos e exigentes. Quanto mais o forem melhor será a democracia e a cidadania.
Na discussão deste Orçamento do Estado vi, com natural agrado, dois deputados, de partidos diferentes, a defender no plenário da Assembleia da República matérias a que se tinham comprometido comigo, acerca dos apoios públicos à imprensa. Não voltei a falar. Foram eles que não esqueceram a promessa. Enviei-lhes nota da minha satisfação por ver que estavam a cumprir. Não tinha que o fazer. Pois cumprir o que se promete é um dever. Infelizmente, como ainda é coisa rara em política, dá vontade de manifestar a satisfação por saber cumprido o prometido.
Este há de ser o princípio normal de qualquer eleito. Com estas atitudes, os políticos eleitos vão reconquistar a confiança dos cidadãos. São bons exemplos como estes que nos dão esperança que chegará o dia em que os eleitos respeitam os cidadãos e não esqueceram as promessas e compromissos que livremente assumem.
Ninguém é obrigado a prometer. Depois de o fazer, palavra dada tem que ser palavra honrada.
Bons exemplos começam a surgir. É bom sinal.
*JORNALISTA, PRESIDENTE DA
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DA IMPRENSA REGIONAL
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