É um projeto recente, mas a Juventude da Cruz Vermelha já é uma força do bem no concelho de Felgueiras. Nasceu no verão e conta já com 30 voluntários, também direcionada para os jovens é a ferramenta educativa EuropAlien, criada no âmbito do Play4Change.

A ideia para a criação da Juventude da Cruz Vermelha de Felgueiras partiu de várias pessoas, uma delas José Nuno Teixeira: “A Juventude da Cruz Vermelha surgiu entre julho e agosto de 2018. A proposta foi feita à delegação de Felgueiras, e foi aceite, e teve também o parecer positivo da Juventude CVP Nacional. Mais tarde convidei algumas pessoas para pertencer a este projeto e a partir daí fomos reunindo esforços e organizamo-nos em coordenadores e voluntários”.
É uma instituição nova em Felgueiras, mas a Juventude da Cruz Vermelha é um projeto já espalhado um pouco por todo o país (há 171 estruturas esta natureza). Perto de Felgueiras há “a delegação de Santo Tirso, de Guimarães ou de Braga”. “Praticamente, onde exista uma delegação ou um centro humanitário da Cruz Vermelha, existe também um órgão da Juventude, embora ainda haja um “longo caminho por percorrer”, revela José Nuno.
Mesmo sendo recente, o núcleo já desenvolveu vários projetos. Há o banco de voluntariado, “para quem quiser fazer voluntariado pontualmente”, mas também outras iniciativas.
Uma delas é a Loja Social, que consiste “na recolha de bens, sejam alimentares, roupas ou brinquedos, que depois são escoados para as famílias mais necessitadas” do concelho. A Loja Social não se limita a “dar às pessoas que efetivamente fazem os pedidos junto da delegação e que não têm mesmo possibilidades”. O projeto tem também uma vertente mais comercial, com a venda de “alguns artigos à troca do que a pessoa quiser dar, numa espécie de donativo” e com a realização de pequenas feiras. De acordo com José Nuno Teixeira, é uma forma da organização conseguir “financiamento para outros projetos”.
Para além da Loja Social, a Juventude também se dedica à sensibilização para o voluntariado junto das escolas. Assim surgiu o Projeto Ativa-te, que “tem como objetivo incentivar os alunos a elaborar um projeto de voluntariado”. “Divide-se em quatro fases: a primeira é pensar numa temática, a segunda é debater sobre essa temática, a terceira é pôr essa temática em prática e a quarta é fazer a avaliação final”.
Também direcionada para os jovens é a ferramenta educativa EuropAlien, criada no âmbito do Play4Change. “É basicamente um jogo em que os aliens invadem a Europa e que foi criado para trabalhar com jovens institucionalizados, ou seja, em cadeias de menores”, afirma José Nuno. Com este projeto, pretende-se despertar o espírito de entreajuda entre os jovens marginalizados. “É um jogo de tabuleiro que sai um bocadinho do âmbito dos outros jogos; em vez de ser um jogo de competição, é um jogo de cooperação. Os jovens unem-se para salvar a Europa, baseando-se nas oito prioridades da União Europeia para a Juventude”, acrescenta.

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