O Governo de Macau apresentou hoje as Linhas de Ação Governativa (LAG) para 2019, nas quais constam aumentos nos apoios sociais e redução de impostos que irão custar aos cofres do território cerca de 2,5 mil milhões de euros.

O chefe do Governo de Macau, Chui Sai On, deu a conhecer as LAG aos deputados da Assembleia Legislativa com as quais se estima uma despesa na ordem dos 13,4 mil milhões de euros (122,4 mil milhões de patacas) em 2019, no ano em que se assinalam os 20 anos do regresso de Macau à administração chinesa e em que haverá lugar à mudança de Governo.
Com a aplicação das várias medidas de isenção, redução de taxas e impostos e de devolução de imposto, o Governo de Macau prevê deixar de arrecadar receitas fiscais no valor aproximado de 4,2 mil milhões de patacas.
No documento, agora apresentado por Chui Sai On, considera-se prioritária a construção de habitações e instalações públicas em terrenos onde exista uma reconversão definitiva da sua posse para as autoridades do território, constando a promessa de acelerar a construção das zonas de novos aterros.
O Governo de Macau sublinha ainda a aposta em “três rotas de cooperação económica e comercial com o exterior: do Brasil que serve de ponte para a América Latina, de Portugal que dá acesso à União Europeia e finalmente de Angola e Moçambique que fazem a ligação com os demais países africanos”.
O FMI projeta que Macau registe em 2020 o maior rendimento ‘per capita’ do mundo (124 mil euros), com um valor quase o triplo da média das economias mais avançadas como a Austrália, Estados Unidos, Áustria, Reino Unido e China continental.
Após mais de 400 anos sob administração portuguesa, Macau passou a ser uma Região Administrativa Especial da China a 20 de dezembro de 1999, com um elevado grau de autonomia acordado durante um período de 50 anos.

Facebook
Twitter
Instagram