Dois barcos em calcário, representando rituais de passagem, compõem a exposição “Esculturas: Manuel Rosa – Obras da Coleção de Serralves”, patente em Santo Tirso, de 16 de novembro a 3 de fevereiro de 2019.

As esculturas de Manuel Rosa fazem parte das obras da coleção de Serralves e vão poder ser apreciadas na Capela do Senhor dos Passos, em Santo Tirso, já a partir de sexta-feira, dia 16 de novembro.
A inauguração de “Esculturas: Manuel Rosa – Obras da Coleção de Serralves” está marcada para as 18h30, com a presença do artista, numa exposição promovida pela Câmara Municipal de Santo Tirso, em parceria com a Fundação de Serralves.
A mostra reúne esculturas de Manuel Rosa, conhecido pela sua preferência na utilização do calcário e por integrar a geração de artistas ligados à renovação da escultura em Portugal, nos anos 80.
Nas suas esculturas, Manuel Rosa explora as caraterísticas dos materiais que usa, sejam o calcário, o bronze, o vidro ou o metal, e as suas obras assumem, muitas vezes, figuras abstratas que se destacam pela sua dimensão simbólica.
Segundo Álvaro Moreira, responsável pelos serviços de Cultura da autarquia de Santo Tirso, foram “escolhidas duas peças sem título que estarão expostas num espaço envolvente ao Museu Internacional de Escultura Contemporânea [MIEC], representando dois barcos, ambos em calcário”.
“Uma delas representa um barco segmentado em vários elementos, enquanto a segunda peça representa outro barco, também segmentado em vários elementos, acompanhado de uma espécie de três pequenos fornos, ambas produzidas em 1987”, acrescentou o responsável à agência Lusa.
Afirmando tratarem-se de peças de grande dimensão – de seis e quatro metros, respetivamente – a sua conceção “tem a ver com arquétipos, com a arquitetura e a figura humana, com os barcos enquanto rituais de passagem”, razão pela qual se entendeu oportuno “unir esta simbologia ao religioso fazendo a exposição na capela”, disse Álvaro Moreira.
De referir que Manuel Rosa tem já “uma ligação ao MIEC depois de, no âmbito de um simpósio em Santo Tirso, ter produzido uma peça que faz parte da coleção permanente de arte pública do museu”.
O escultor é também o autor do ‘Arco Voltaico’, uma escultura em granito, construída em 1991 e localizada na Praça 25 de Abril, em Santo Tirso, e que “define como que uma rampa de onde o olhar se projeta, sinalizando a perspetiva que rasa o cume a que faz face – o Monte da Assunção – abrindo-se para o céu, como se a sua ambição de espaço fosse ilimitada”, refere o comunicado.
Manuel Rosa é natural de Beja e mantém-se ligado à escultura desde os anos 80, altura em que foi aluno e colaborador de João Cutileiro e terminou o curso na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa.
O escultor tem, também, no currículo a criação de projetos de arte pública como a Homenagem a D. João II, em 1998, realizada por ocasião da Expo’98 no Parque das Nações, em Lisboa.
“Esculturas Manuel Rosa – Obras da Coleção de Serralves” estará patente ao público até 3 de fevereiro de 2019.

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