Rui Moreira anunciou hoje o reforço dos meios da Polícia de Segurança Pública em 10 viaturas elétricas, usando, para isso, parte da receita da taxa turística da cidade. O anúncio foi feito na cerimónia de comemoração dos 80 anos da Polícia Municipal do Porto (PM), que decorreu esta manhã na Biblioteca Almeida Garrett.

“A Câmara do Porto está disponível para usar parte dessa receita [da taxa turística] para fornecer à PSP meios que lhe têm faltado para tornar mais eficaz o patrulhamento da cidade”, disse o presidente da Câmara do Porto, na sua intervenção, referindo, que serão 10 viaturas elétricas ou de baixo teor de emissões para ajudar a “mitigar os problemas de segurança que o número acrescido de pessoas provoca na cidade”.
Rui Moreira lembrou que, numa altura em que a cidade se regenera de forma acelerada, quer do ponto de vista físico quer cultural e social, a segurança e a fiscalização são “absolutamente fulcrais”, pelo que a autarquia, “não tendo competências diretas em matéria de segurança pública, tudo tem feito para ajudar a competência do Estado central nesta matéria”.
Em contrapartida, o autarca do Porto quer “equivalente esforço” por parte da tutela, “através do incremento de meios humanos”, e sublinhou que “juntamente com a cultura e a habitação, a proteção dos cidadãos foram as áreas onde mais apostamos”, com maior aumento percentual da dotação orçamental do Município nos últimos cinco anos.
Presente na cerimónia, a Secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto, em declarações aos jornalistas, reiterou a importância da colaboração entre autarquias e administração central.
“Este apoio é sempre muito bem-vindo, como se sabe estamos no processo aquisitivo de viaturas, mas se a policia puder dispor de mais, com certeza que todos ficaremos a ganhar”, disse, e recordou que, nos próximos quatro anos, PSP e GNR deverão ser dotadas com 2200 novos veículos.
Para o Porto, a representante do Estado Central destacou o investimento feito na Esquadra de Cedofeita e o investimento já anunciado de seis milhões de euros na zona do Viso, para acolher o Corpo de Intervenção, uma nova esquadra e toda a logística da PSP.
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