A China anunciou nesta segunda-feira o lançamento histórico e bem-sucedido de um satélite construído pela primeira vez em colaboração com a França, um dispositivo que permitirá observar os oceanos e prever melhor tempestades e ciclones.

Segundo explicou a Administração do Estado para a Ciência, Tecnologia e Indústria da Defesa Nacional, o foguete Long March-2C descolou às 08H43 a partir da base de lançamento de Jiuquan (noroeste da China), com o CFOSAT (“China-France Oceanography Satellite”) a bordo.
O satélite, de cerca de 650 kg, vai ter como objetivo estudar o vento e as ondas na superfície do mar 24 horas por dia, para ajudar a melhorar as previsões meteorológicas marítimas.
Além disso, vai servir para prever com maior precisão as fortes tempestades ou ciclones e permitir aos climatologistas compreender melhor as interações entre os oceanos e a atmosfera, que desempenham um papel fundamental no clima.
Concebido pelo Centro Nacional de Estudos Espaciais (CNES) francês e pela Administração Nacional Espacial (CNSA) chinesa, é dotado de dois radares: o SWIM francês (que mede a direção e comprimento das ondas) e o SCAT chinês (que analisa a força e direção dos ventos).
«É histórico. É a primeira vez que um satélite chinês é construído em cooperação internacional. E o facto de ter sido com a França demonstra a intensidade dos vínculos que temos com a China», disse à AFP Jean-Yves Le Gall, presidente do CNES.
Acrescentou ainda que «este satélite vai permitir avançar consideravelmente na compreensão da mudança climática».
Colocado em órbita a uma distância de 520 km da Terra, o satélite terá uma vida de três anos. É o primeiro que a França e a China construíram juntos e os dados que emitir serão coletados e analisados em estações terrestres localizadas nos dois países.
«É realmente um projeto no qual todos nós saímos a ganhar, tanto a França quanto a China. E, ao mesmo tempo, é um belo símbolo político», ressaltou Le Gall.
O projeto foi lançado em 2007. Também é realizado com o Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica (CNRS), o Instituto Francês de Pesquisa para a Exploração do Mar (Ifremer) e o Instituto de Meteorologia da França.
A China investiu bilhões de euros em seu programa espacial. Pequim espera ter uma estação espacial habitada até 2022 e enviar um homem à Lua a médio prazo.

 

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