A Secretaria Geral do Presidente da República recebeu um crédito adicional de três mil milhões e cinco mil, duzentos e trinta e oito kwanzas (3.000.005.238 Kz), equivalente, ao câmbio actual, a 9,7 milhões de dólares, para custear as missões do Chefe de Estado no estrangeiro.

A informação consta do decreto presidencial n.º 242/18, de 25 de Outubro.
Segundo o documento, o Chefe de Estado aprovou a abertura de crédito adicional no montante de três mil milhões e cinco mil, duzentos e trinta e oito kwanzas (3.000.005.238 Kz) “para suportar as despesas relacionadas com a cobertura dos compromissos assumidos com as missões do titular do poder Executivo no exterior do país”.
O decreto não especifica se esse valor cobre a despesa parcial ou total das deslocações ao estrangeiro já efectuadas pelo Presidente da República desde que assumiu a liderança do país.
João Lourenço estreou a rota internacional na região, pouco depois da tomada de posse, com viagens à África do Sul, à Costa do Marfim, para participar na 5.ª Cimeira União Africana – União Europeia, e ao Congo Brazzaville, para integrar a reunião tripartida focada na instabilidade na República Democrática do Congo (RDC).
Já neste ano, logo em Janeiro, o Chefe de Estado esteve na Suíça, onde participou no Fórum Económico de Davos. Seguiram-se várias deslocações, incluindo à França, Bélgica, Alemanha, China.
Nas idas e vindas, o Presidente da República tornou-se uma atracção em Espanha, por ter aterrado no aeroporto das Astúrias, num Boeing 787 VIP, cujo valor comercial está estimado em 320 milhões de dólares.
Segundo relatava, no final de Maio, a imprensa local, os luxos da viagem, alegadamente para uma consulta médica, não se ficaram pelo avião, utilizado pelo Chefe de Estado na primeira visita oficial a França.
Na rota presidencial, Portugal é o destino que se segue, apontado para os dias 23 e 24 de Novembro.

11,2 mil milhões e mais 579 milhões de euros de retorno
Segundo o Presidente da República, estas viagens inserem-se numa “verdadeira diplomacia económica”, tendo como denominador comum o objectivo de “reforçar as relações de amizade e de cooperação e o investimento estrangeiro em Angola”.
Em todos os países onde esteve, João Lourenço disse, durante o seu último discurso sobre o estado da Nação, que encontrou “a máxima abertura, compreensão e disponibilidade para fazer investimentos no nosso país”.
Essa “intensa e inédita campanha diplomática”, levou, lembrou o Chefe de Estado, entre outros, ao financiamento de 500 milhões de dólares do Fundo do Reino Unido, à emissão 3,5 mil milhões de Eurobonds, “que tem permitido a gestão da dívida e o arranque de novos projectos de infra-estruturas e investimentos em quatro províncias”. Nomeadamente: Lunda-Sul, Lunda-Norte, Moxico e Kuando Kubango.
Lembrou ainda a garantia de um crédito de 500 milhões USD do Crédit Agricole e mais 79 milhões de euros da Agência Francesa de Desenvolvimento, o crédito de 500 milhões USD do banco KFW, alemão, e a extensão da linha de crédito de Portugal, em mais 500 milhões de euros, após a visita do primeiro-ministro português a Angola.
Mas foi da China que chegou o maior bolo dos financiamentos conseguidos nas várias deslocações oficiais, chegando aos 4,12 mil milhões de instituições financeiras chinesas, aquando da recente visita a este país.
“Estes financiamentos ascendem a 11,2 mil milhões e mais 579 milhões de euros, para além de muitas intenções de investimento privado directo. É caso para se dizer que fizemos uma verdadeira diplomacia económica”, disse.

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