O regresso das 52 famílias que vão habitar o melhor bairro municipal do país, o primeiro a obter a classificação energética A+, está muito próximo de se tornar realidade. O projeto de regeneração não custou nada à Câmara do Porto e foi totalmente assumido por privados, que ainda asseguram a construção de mais 20 casas para habitação social.

O melhor bairro municipal do país, o primeiro a obter a classificação energética A+, estará pronto dentro de alguns meses.
No anterior mandato autárquico, o Executivo de Rui Moreira lançou um concurso alicerçado num modelo virtuoso pela fórmula como granjeou investimento privado. Com a salvaguarda inicial de que toda a reconstrução do Bairro Rainha Dona Leonor era prioritária e tinha de ser totalmente paga por quem ganhasse o projeto, o Município dividiu o terreno em dois, subiu ligeiramente o índice de construção (equiparando-o ao de outros terrenos na zona, em consonância com o definido no PDM – Plano Diretor Municipal) e autorizou o privado vencedor do concurso a usar parte do terreno para construir habitação para venda.
Desse modo, atualizou-se o número de fogos do Bairro Rainha Dona Leonor para 70, distribuídos por dois edifícios.
O modelo adotado permite manter todos os moradores no local, proporcionando-lhes habitação de excelente qualidade, com renda social, e a custo zero para o Município. Mais ainda: com a garantia de que os futuros residentes vão contribuir para a densificação desta zona da cidade, em harmonia com os habitantes do Bairro.
“Este modelo não é replicável em todo o lado; ele só é possível em zonas da cidade que tenham valor comercial óbvio, mas que nós gostaríamos de replicar noutras zonas da cidade, sim”, concluiu Rui Moreira.

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