O Presidente da Venezuela pediu no sábado ao seu homólogo norte-americano que abra as fronteiras para receber os milhares de migrantes que estão na fronteira entre a Guatemala e o México, rumo aos Estados Unidos.

Vejo com dor o que está acontecendo na América Central, milhares dizem que já existem mais de oito mil homens e mulheres da América Central que iniciaram uma grande marcha em direção aos Estados Unidos, trazendo a sua dor, a sua miséria, a sua pobreza”, disse Nicolás Maduro durante um evento político em Caracas.
Num discurso transmitido obrigatoriamente por todas as emissoras de rádio e televisão, o Presidente venezuelano disse que o “capitalismo neocolonialista” é responsável por esta crise migratória que começou há uma semana, quando milhares de hondurenhos iniciaram uma marcha pela América Central em direção aos Estados Unidos, onde esperam encontrar empregos e escapar da violência que sofrem nos seus lugares de origem.
Esta grande movimentação de migrantes, que mobiliza famílias inteiras, começou quando cerca de dois mil migrantes hondurenhos saíram a pé de San Pedro Sula, a cerca de 180 quilómetros a norte da capital das Honduras, Tegucigalpa, em resposta a um apelo publicado nas redes sociais.
Fugir da miséria, da violência de grupos criminosos organizados nas Honduras e alcançar o ‘sonho americano’ são as principais motivações destas pessoas.
A caravana foi apelidada de ‘Marcha dos Migrantes’ por vários países da América Central.

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