As Nações Unidas estão a acompanhar “atentamente o desenvolvimento do processo eleitoral em São Tomé” e só vão deixar o país após o anúncio dos resultados oficiais pelo Tribunal Constitucional (TC), disse o representante para a África Central.

“Nós estamos muito atentos ao desenvolvimento do processo eleitoral em curso neste país e eu transmiti ao senhor Presidente da República a disponibilidade das Nações Unidas para acompanhar o povo são-tomense na sua marcha para a democracia”, disse François Fall, representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para a África Central e chefe do escritório regional, no final de uma audiência com Evaristo Carvalho.
O diplomata da ONU garantiu que só vai deixar o país depois que os resultados oficiais das eleições de 07 de outubro sejam anunciados pelo Tribunal Constitucional.
“Estamos a seguir os trabalhos no Tribunal Constitucional e quando esse tribunal terminar o seu trabalho, será a vez de o Presidente da República jogar o seu papel, depois de os resultados oficiais serem proclamados”, explicou o diplomata, que diz acreditar em Evaristo Carvalho como “um bom interlocutor que está pronto a aplicar toda a disposição constitucional, enquanto garante das instituições”.
François Fall disse que recebeu de Evaristo Carvalho a garantia de que após a proclamação dos resultados oficiais, irá proceder em conformidade com a Constituição.
O representante da ONU esclareceu que o objetivo da sua visita a São Tomé e Príncipe, que teve início no passado domingo, é o de “avaliar a situação no terreno e acompanhar os esforços envidados pelos principais atores para finalizar este processo eleitoral de acordo com a lei”.
A ADI, partido no poder e vencedor das eleições legislativas, com maioria simples (25 deputados em 55 na Assembleia Nacional), pediu ao TC a reavaliação dos votos nulos e brancos, acusando a oposição de cometer fraude eleitoral.
O líder do partido e ainda primeiro-ministro, Patrice Trovoada, considerou, em entrevista à Lusa, “estranho” o número de votos nulos – mais de dois mil -, superior à diferença de votos entre a ADI e o MLSTP-PSD, de cerca de 1.200.
MLSTP e a coligação reclamaram vitória com maioria absoluta nas legislativas, com 28 deputados (23 para o partido e cinco para a coligação)

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