Só no ano passado, o teatro mais antigo do Porto recebeu 77 mil espetadores.

A mais antiga sala de espetáculos da Invicta “está viva e recomenda-se”. Pelo menos é isso que diz Dino Gomes, responsável pela programação do Teatro Sá da Bandeira. E o público confirma. Só em 2017, o mítico teatro do Porto levou a palco cerca de 300 sessões e recebeu um total de 110 mil espetadores. Com um programa recheado até ao final do ano, em 2018 esperam ultrapassar-se os números do último ano.
No palco, nos próximos tempos, há Avenida Q, stand up com Rui Sinel de Cordes ou “RAUL uma homenagem a SOLNADO”. “Temos cada vez mais procura, tanto de espetáculos, como de espetadores”, diz Dino Gomes, que refere que é, cada vez mais comum, apresentarem três espetáculos diferentes num só dia. Numa sala popularmente conhecida pelo teatro de revista, Dino tem vindo a apostar cada vez mais num programa transversal. “Não queremos ser só a sala de teatros de revista, é a sala onde cabem todos os espetáculos. Desde a comédia à música, até porque esta é a casa de referência das tunas académicas”.
Os números são demonstrativos da grande atividade do Sá da Bandeira, mas o responsável pela programação não o atribui ao boom turístico que a cidade tem conhecido. “Não é o turista que enche nem o Sá da Bandeira, nem o Rivoli, nem o Coliseu. É antes um sinal de grande vitalidade da cidade e do público do Porto e zona envolvente”.
Por isso mesmo, importa adequar as condições do teatro que não só é famoso por ser o mais antigo da Invicta, mas também por ter a melhor acústica. “Não nos podemos dar ao luxo de parar, embora mantendo sempre as características do teatro”, esclarece Dino. Nos últimos dois anos, já têm sido visíveis alguns melhoramentos na sala, que viu o soalho renovado, as cadeiras recuperadas e os camarins melhorados.
Este ano, as cortinas do emblemático teatro, que a Câmara do Porto está a tentar comprar, não vão passar muito tempo fechadas, até porque esperam bater os números de 2017, não só em número de espetadores, como em número de espetáculos. “Este é um teatro com um passado, um presente e com muito futuro”, conclui Dino Gomes.

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