O ex-diretor artístico de Serralves, responsável pela organização da exposição de Mapplethorpe, João Ribas, considerou “inaceitável” a interdição a menores de 18 anos de uma sala, justificando esta como um dos motivos da sua demissão.

João Ribas esclareceu, hoje, durante a audiçã na comissão de Cultura da Assembleia da República, que só se demitiu após a inauguração da exposição de Mapplethorpe por considerar prioritário abrir a mostra ao público.
Durante a audição de João Ribas na comissão de Cultura da Assembleia da República, a deputada do CDS-PP Teresa Caeiro questionou se a demissão após a inauguração da exposição não terá sido para resolver outras questões anteriores e quis ainda saber por que é que 20 obras não foram expostas.
“Houve duas que estavam na sala geral e que por aconselhamento ou intromissão do conselho de administração de Serralves que as considerou de cariz sadomasoquista foram aconselhadas a ir para a sala reservada. Duas. Mas há 20 que não foram expostas. Porque é que Serralves pagou 179 obras e só foram expostas 161?”, questionou João Ribas.
Sobre a demissão, João Ribas explicou que depois de “ter acontecido o que aconteceu no dia da inauguração, o importante era a exposição abrir, num espírito de mostrar ao público a obra de Mapplethorpe, contornando a ingerência e este processo”.
A decisão foi a de “fazer este trabalho e depois tomar a posição de apresentar a demissão”.

Facebook
Twitter
Instagram