Portugal ‘enfrentou’ uma das maiores tempestades desde 1842.

Árvores caídas e telhas arrancadas pelo vento no Grande Porto.
A tempestade, que foi furacão, danificou casas, desalojou pessoas, arrancou árvores e, acima de tudo, assustou. O vento chegou a soprar a uma velocidade de 176 quilómetros por hora.
Os avisos da Proteção Civil deixaram os portugueses em alerta, mas mesmo assim o cenário de destruição deixada pela tempestade pós-tropical “Leslie” espanta um país que não está habituado a furacões.
Quedas de árvores, telhas de casas destruídas pela força do vento e infiltrações de água são os “maiores problemas” verificados no Grande Porto devido à passagem do furacão Leslie.
Com os Bombeiros Sapadores do Porto a serem os mais solicitados pelos pedidos de ajuda da população, ainda assim, segundo uma fonte daquela corporação disse à agência Lusa, os “maiores problemas foram a queda de árvores e as infiltrações de água verificadas”. Segundo avançou o jornal “Expresso”, uma árvore caiu em cima de uma habitação, em Paranhos.
Em Matosinhos o panorama não difere muito, com os Bombeiros de Matosinhos/Leça a dar conta de chamadas a pedir ajuda por “as telhas dos telhados das suas casas terem voado” e, noutro caso, a “estrutura de ferro de um edifício ter sido arrancada pelo vento”. A queda de uma árvore na Senhora da Hora provocou o corte da linha do metro de Matosinhos e o corte das duas vias de trânsito da Rua da Lagoa, afirmou fonte dos Bombeiros Voluntários de Leixões.
Segundo fonte dos Bombeiros de Leixões, a queda da árvore na Rua da Lagoa, na Senhora da Hora, Matosinhos, provocou também danos numa estátua centenária que se encontrava numa rotunda.
Ainda junto à costa marítima, em Vila Nova de Gaia a força do vento “ditou a queda de árvores e de postes de eletricidade” foram as ocorrências mais graves divulgadas pelos Bombeiros Sapadores locais.
Em Gondomar, e apesar do vento forte se fazer sentir, os bombeiros locais “não registaram até à 00.30 qualquer pedido de ajuda”.
A queda de um poste de alta tensão em Valongo deixou cerca de 30 casas sem eletricidade, disse à Lusa fonte dos Bombeiros de Valongo. Os Bombeiros Voluntários de Valongo tiveram ainda de intervir na freguesia de Campo depois da queda de duas árvores ter provocado o corte temporário de uma estrada secundária. Em ambas as situações, precisou a fonte dos bombeiros, não há registo de vítimas.
A queda de um poste de iluminação pública numa rua da Trofa, distrito do Porto, provocou um apagão naquela via logo após se começarem a sentir os efeitos da tempestade tropical Leslie, revelou à Lusa fonte dos bombeiros.
A rota era difícil de traçar – imprevisível, diziam os especialistas – mas a breve passagem pelo país deixou danos avultados, em especial no distrito de Coimbra, onde árvores foram arrancadas pela raiz e onde objetos soltos, projetados pelo vento, “fizeram feridos ligeiros”.
Até ao inicio da madrugada deste domingo a Proteção Civil contabilizou 1.447 ocorrências a nível nacional. Andaimes, placas de sinalização e outros objetos foram levados pelo vento para serem projetados contra aquilo que ainda resistia à força do vento.
A tempestade fez dezenas de desalojados em Coimbra, Alcobaça e Marinha Grande, com muitos telhados a não resistirem às rajadas de vento que bateram recordes – na Figueira da Foz o vento soprou a uma velocidade de 176 quilómetros por hora.

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