Iniciativa será liderada pela Associação de Médicos de Origem Luso-Venezuelana, juntamente com a embaixada portuguesa em Caracas, os dois consulados gerais em Caracas e em Valência e os oito consulados honorários.

O ministro dos Negócios Estrangeiros disse esta quinta-feira que o Governo vai lançar uma nova fase do programa de apoio alimentar, médico e medicamentoso aos portugueses e lusodescendentes na Venezuela, que será liderado por uma associação de médicos.
Na Conferência Internacional sobre Arbitragem e Proteção do Investimento a decorrer hoje em Lisboa, Augusto Santos Silva destacou que a nova fase do programa é um reforço do quadro de apoios que têm sido dados à comunidade portuguesa na Venezuela desde que a situação naquele país começou a piorar em termos económicos e sociais.
O programa será liderado pela Associação de Médicos de Origem Luso-Venezuelana (Asomeluve) em conjunto com a embaixada portuguesa em Caracas, os dois consulados gerais em Caracas e Valência e os oito consulados honorários.
Augusto Santos Silva disse que o que vai ser feito primeiro é “acudir às pessoas de maior necessidade, que têm mais dificuldades em acesso a medicamentos e cobertura sanitária, porque faltam medicamentos e os hospitais têm muitos problemas de funcionamento.
“Por isso, à cabeça deste programa de apoio está a disponibilização de ajuda de emergência e contínua às pessoas doentes e carenciadas de cuidados médicos. Temos imensa vantagem de podermos contar com a associação de médicos para desenvolver e garantir este apoio em parceria”, disse.
De acordo com Augusto Santos Silva, em resultado do trabalho já feito, foram montados cinco pontos de atendimento em cinco locais da Venezuela [Caracas, Barcelona, Barquisimeto, Valência e Puerto Ordaz] para levar a cabo o apoio.
“Durante a visita nos próximos dias do secretário de Estado das Comunidades à Venezuela, este vai tentar perceber como o programa pode ser ainda mais alargado”, disse.
O ministro destacou também à Lusa que foram garantidos tratamentos em Portugal a pessoas com problemas de saúde graves ou complexos e também auxílio monetário aos que têm dificuldades de recebimentos dos salários.
Por isso, Augusto Santos Silva, considera muito importante analisar no país o que se passa.

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