Os gabinetes de imprensa das missões diplomáticas de Angola no exterior vão ser, a partir de 2019, reduzidos a 22, com Portugal incluído entre os dez que serão mantidos na Europa.

De acordo com a informação avançada por Rui Vasco, diretor nacional de Informação do Ministério da Comunicação Social de Angola, a medida insere-se na política de ajustamento nas embaixadas angolanas levada a cabo pelo Governo de Luanda, face aos constrangimentos económicos provocados pela crise que o país enfrenta.
O início do processo começou em 2014 – Angola chegou a ter 58 serviços de imprensa – e culminará no final deste ano, com a manutenção dos gabinetes em nove países europeus (dez, com a missão diplomática em Genebra junto da ONU -, nove em África, dois nas Américas e um na Ásia, indicou Rui Vasco.
Na Europa, além de Portugal e de Genebra (ONU), serão mantidos os gabinetes de imprensa em França, Espanha, Rússia, Reino Unido, Itália, Alemanha, Turquia e Bélgica, acontecendo o mesmo na África do Sul, Costa do Marfim, Egito, Etiópia, Namíbia, Nigéria, Quénia, República Democrática do Congo e Zâmbia, estas em África.
Nas Américas, Angola irá contar com um serviço de imprensa em Washington (Estados Unidos) e no Brasil, cabendo a Pequim (China) a representação na Ásia.
A reestruturação diplomática em Angola é, porém, mais vasta, sendo que a 10 deste mês, o ministro das Relações Exteriores angolano, Manuel Augusto, anunciou o encerramento, até novembro deste ano, das embaixadas junto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que funciona em Lisboa, México, Canadá e Grécia.
Na mesma ocasião, Manuel Augusto anunciou também o encerramento dos consulados angolanos em Faro (Portugal), Durban (África do Sul), Frankfurt (Alemanha) e Califórnia (Estados Unidos)

 

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