Gerentes de supermercados terão ficado sujeitos a apresentações periódicas.

Os portugueses e lusodescendentes gerentes de supermercados detidos na Venezuela  foram libertados, com a medida de coação terá sido revista, ficando os comerciantes sujeitos a apresentações periódicas.
No passado dia 22 de setembro, recorde-se, um tribunal da Venezuela decidiu manter em prisão preventiva sete portugueses e cinco lusodescendentes, todos eles gerentes de supermercados, acusados de impedir o abastecimento de produtos básicos e de violarem as leis que regulam os preços.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirmou, esta terça-feira, estar a aguardar por «desenvolvimentos» sobre a situação, garantindo que a embaixada portuguesa já tinha apresentado as «respetivas notas verbais» para as autoridades portuguesas terem acesso imediato aos cidadãos portugueses detidos.
Antes, já o governante havia feito saber que traçara uma linha vermelha diplomática junto do seu homólogo venezuelano.
Foi uma «conversa muito franca, mas muito dura, não escondo isso. Não se tratou de um encontro diplomático habitual», disse Santos Silva, ao relatar o encontro de meia-hora que manteve à margem da ONU com o ministro venezuelano, Jorge Arreaza.
O secretário de Estado das Comunidades visita a Venezuela no fim da próxima semana e o ministro pediu que fosse organizada uma reunião com as autoridades diplomáticas venezuelanas e autoridades da tutela no domínio comercial e da segurança alimentar, com presença de empresários e gestores representando os interesses portugueses, para avaliar “in loco” as «condições efetivas para cumprir a lei que foi imposta agora pela Venezuela».
«Não é possível exigir que estabelecimentos comerciais tenham produtos quando a cadeia de fornecimento não funciona e não é possível exigir que estabelecimentos cumpram preços tabelados administrativamente que são inferiores aos custos que os estabelecimentos têm na provisão desses bens», comentou o ministro português.

 

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