No regresso ao Parlamento, o primeiro-ministro começou responder à polémica do Infarmed e justificou o recuo: o Governo não quis ficar “isolado” e “insistir” teimosamente em impor a mudança para o Porto, pelo que deixou a decisão para uma comissão parlamentar.

O chefe de Governo assumiu que se dependesse de si próprio, a deslocalização do Infarmed para o Porto já tinha sido concluída. PSD fala em incompetência e CDS diz que palavra dada não foi honrada.
António Costa admite que processo foi mal conduzido. “Eu não revogo aquilo que disse, eu suspendo aquilo que disse”, afirmou o primeiro-ministro, explicando que entende agora que a comissão para a descentralização terá de se pronunciar sobre esta deslocalização.
“Quando todos estão contra, temos de nos interrogar se a nossa decisão está correcta”, disse Costa, que garantiu não ter mudado de opinião sobre as vantagens de transferir o Infarmed para a cidade Invicta.
Mas as explicações não convenceram Fernando Negrão, líder parlamentar do PSD, e o clima chegou mesmo a azedar. Quanto ao caso de Tancos, Costa não se compromete para já com a extinção da Polícia Judiciária Militar. O Expresso está a acompanhar todas as novidades do debate quinzenal desta quarta-feira.

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