A Comunidade Médica de Língua Portuguesa (CMLP) apelou ontem ao poder executivo dos países lusófonos, para que facilite a atribuição de vistos, por forma a permitir uma eficaz transferência de conhecimentos.

“As pessoas que vão estagiar andam sempre com problemas com os vistos e depois têm de regressar. Queremos ver se os bastonários conseguem transmitir ao poder político a necessidade de pôr cobro a isso”, disse à Lusa José Pavão, secretário-permanente da CMLP, à margem do decurso do IX Congresso do organismo, em Maputo.
“Não tem sentido para um jovem que sai da Guiné-Bissau para Coimbra que ao fim de dois meses tenha as autoridades a chateá-lo” por causa de um visto de permanência em Portugal, exemplificou.
Subordinado ao tema “Desafios Profissionais para a Medicina na era da globalização”, o encontro que decorre em Maputo desde quinta-feira discute questões ligadas à gestão de recursos humanos, bem como ao peso das doenças crónicas e das doenças negligenciadas na atividade do setor.
O financiamento e sustentabilidade dos sistemas de saúde, o papel da indústria farmacêutica e ainda o enquadramento da telemedicina e serviços de saúde à distância são outros dos temas no programa.
O encontro, que terminou ontem, contou com a presença de representantes do Brasil, Portugal, Moçambique, Macau, Timor-Leste, Cabo Verde e Guiné-Bissau.

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