Um estudo da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro encomendado pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto revela que em 2017 venderam-se 75 milhões de litros, 378 milhões de euros, de vinho da Região Demarcada do Douro.

Os números constam do estudo ‘Rumo Estratégico para o Setor dos Vinhos do Porto e Douro’, que surge num momento em que “as previsões para a próxima década apontam para que a produção e o consumo mundial de vinho evoluam de modo moderado”, conforme se lê na secção ‘enquadramento’.
É expectável o decréscimo de consumo nos países produtores, mas este cenário deverá ser compensado pelo aumento do de outros países e mesmo pelo surgimento de novos mercados.
“Não devendo ser, no seu todo, suficiente para alterar significativamente o padrão geográfico de consumo. Em valor, é de esperar que tanto a produção como o consumo evoluam de modo positivo, acompanhando as preferências dos consumidores por vinhos superiores”, refere.
Em 2017, os valores aproximados das vendas totais foram de 75 milhões de litros e 378 milhões de euros, repartidas por exportações de 62 milhões de litros e 304 milhões de euros e vendas no mercado nacional de 13 milhões de litros e 74 milhões de euros. Estes valores significam que, face a 2006, as vendas totais variaram em menos 17,2% (em volume) e menos 4,1% (em valor).
Já às exportações foram menos 19,6% (volume) e menos 7,7% (valor), o mercado nacional registou menos 3% (volume), mas mais 14,7% (valor).
Quanto ao vinho do Douro, em 2017, as vendas totais foram, aproximadamente, de 40 milhões de litros e 157 milhões de euros (3,94 euros/litro), sendo 25 milhões de litros e 96 milhões de euros (3,84 euros/litro) no mercado nacional e 15 milhões de litros e 61 milhões de euros (4,11 euros/litro) no mercado externo.
Assim, comparando com 2006, as vendas totais aumentaram em 137,8% (volume) e 153,1% (valor), enquanto as vendas no mercado nacional aumentaram em 112,4% (volume) e 126,4% (valor) e as exportações aumentaram em 198,1% (volume) e 210,8% (em valor).
“É este cenário de desafios e oportunidades que enquadra a proposta de plano de ação, visando as medidas institucionais propostas gerar informação e condições de contexto para o reforço da inovação e competitividade do setor dos vinhos do Douro e Porto, numa perspetiva evolutiva e de continuidade do cerne da sua matriz identitária”, refere o estudo do IVDP.
Em síntese – continuam a descrever os autores do estudo cuja coordenação geral é de Tim Hogg, a coordenação científica de João Rebelo e o acompanhamento e avaliação de Daniel Bessa – “as medidas pretendem reforçar a sustentabilidade do setor vitivinícola da Região Demarcada do Douro (RDD), através da melhoria do acesso e adaptação dos vinhos ao mercado, flexibilização da estrutura organizacional, redução dos custos de transação e do impulso de um sistema contínuo de investigação, desenvolvimento e inovação”.

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