Especialistas em tecnologia e inovação, agentes governamentais, ativistas e investigadores reúnem-se, esta quinta-feira, no Centro de Congressos da Alfândega do Porto para discutir o futuro da Internet, na segunda edição anual do Next Generation Internet (NGI) Forum.

Desenhar, construir e melhorar a Internet do futuro é o objetivo principal deste evento europeu, que vai contar com várias conferências de especialistas em tecnologia e agentes governamentais, como o Pearse O’Donohue (diretor de ‘Future Networks’, DG Connect, da Comissão Europeia), Louis Pouzin (um dos fundadores da internet) e Manuel Heitor, ministro da Ciência Tecnologia e Ensino Superior.
O Fórum NGI abordará temas como a confiança na Internet, inteligência artificial social, software para a Internet, governança descentralizada de dados, blockchain, infraestrutura de redes, entre outros.
“Esta iniciativa pretende garantir que a Internet do futuro seja aberta, mas de confiança e segura. E que também permita às pessoas conquistarem o poder da Internet, isto é, criarem uma Internet de humanos”, disse à Lusa Monique Calisti, avaliadora especialista e revisora em vários domínios das tecnologias de informação e comunicação na Comissão Europeia.
O “surgimento de centros de pesquisa e inovação”, assim como “a vasta criação de ‘startups’ [empresas de base tecnológica em fase de desenvolvimento]” foram as razões que motivaram a organização a escolher o Porto como cidade anfitriã deste evento.
Segundo Monique Calisti, a próxima geração da Internet “vai ter grande impacto na vida das pessoas”, isto porque, acredita que “vai dar uma maior segurança, proteção, assim como vai permitir o acesso a serviços que são cada vez mais controlados pela inteligência artificial”.
O Fórum Next Generation Internet (NGI) é uma iniciativa do Mercado Único Digital da Comissão Europeia e é organizado pela HUB4NGI, que coordena o evento em colaboração com a Câmara Municipal do Porto através do Porto Digital.
A NGI foi criada para influenciar o futuro da Internet como um ecossistema de plataformas interoperáveis, que respeitam valores europeus como a abertura, a inclusão, a transparência, a privacidade, a cooperação e a proteção de dados. O projeto pretende também oferecer melhores serviços aos cidadãos, garantindo o seu envolvimento e promovendo a sua participação.

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