O prémio tem um valor de 75 mil euros e resulta de uma iniciativa solidária da Associação Comercial do Porto, da Irmandade dos Clérigos e da Santa Casa da Misericórdia do Porto. A cerimónia de entrega decorre a esta hora, no Palácio da Bolsa.

O Prémio D. António Francisco dos Santos foi atribuído ao Centro S. Cirilo e ao Centro de acolhimento/atendimento Santo António do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) do Porto, cuja assistência é da responsabilidade do Serviço Jesuíta aos Refugiados.
O prémio – uma homenagem ao bispo do Porto falecido faz esta terça-feira um ano – tem um valor de 75 mil euros e resulta de uma iniciativa solidária da Associação Comercial do Porto, da Irmandade dos Clérigos e da Santa Casa da Misericórdia do Porto. A cerimónia de entrega decorre a esta hora, no Palácio da Bolsa.
O presidente do Centro São Cirilo, padre Luís Ferreira do Amaral, conta que “foi com surpresa e com muita alegria” que teve conhecimento da atribuição do prémio, que “muito nos alegra pela confirmação do nosso trabalho”, em particular “num tema tão atual como o acolhimento e integração de pessoas a passar por momentos de dificuldade”.
O responsável do Centro São Cirilo diz que a instituição “tem a trabalhar a tempo inteiro 12 pessoas, que contam com a colaboração de dezenas de voluntários”.
O centro tenta “ajudar pessoas a passar por momentos de fragilidade social” e “desde a sua criação, já apoiou mais de seis mil pessoas de muitas nacionalidades, de mais de 100 países” tendo conseguido “colocar mais de 350 a trabalhar”.
Luís Ferreira do Amaral considera, por isso, que “o objetivo do centro, sobretudo, a sua missão – de reintegrar, de capacitar as pessoas e de integrá-las na sociedade” tem sido atingido.
No Porto, o Centro tem vários tipos de apoio, “desde logo, um acolhimento para pessoas que não tenham casa, ou estejam a chegar a Portugal”.
A instituição disponibiliza “alguns quartos, tentando também providenciar residência às pessoas, assim como refeições”. “Além disto tudo”, o Centro tem ainda “um gabinete médico, um gabinete de psicóloga, um gabinete de emprego, um gabinete jurista para dar apoio naquilo que as pessoas precisem”.
Por fim, para cuidados mais básicos “ainda temos um banco de roupa e de banhos, e de cuidados de higiene básica para pessoas que não tenham residência”; revela o padre Luís.

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