A preparação das quintas eleições autárquicas de Moçambique está a enfrentar várias mudanças e algumas atribulações, mas a data de 10 de outubro permanece firme e as máquinas partidárias alinham-se para a campanha nas 53 autarquias.

A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) regressa aos boletins de voto, depois de ter boicotado as últimas autárquicas, realizadas a 20 de novembro de 2013, alegando falta de transparência no processo, o que deixou a tarefa facilitada para a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, no poder) ganhar a maioria dos municípios e para o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) vencer três capitais provinciais (Beira, Quelimane e Nampula).
Estas são também as primeiras eleições depois da morte de Afonso Dhlakama, presidente da Renamo, a 03 de maio, devido a complicações de saúde.
Já a Renamo `regressa` precisamente depois de a Frelimo se ter desgastado com o escândalo das dívidas ocultas do Estado, em 2016, que agravou a crise económica e financeira.
Estas são também as primeiras eleições depois de o parlamento ter alterado a Constituição, para acomodar os acordos de descentralização do poder alcançados no início deste ano entre a Renamo e o Governo da Frelimo.
Espera-se que tais acordos garantam a paz, ao acomodar as aspirações da Renamo de governar províncias a partir das próximas eleições gerais.

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