A menor preocupação face à situação italiana está a levar ao alívio dos juros da dívida e das bolsas, apesar de o PSI-20 ser excepção. O petróleo está a subir com a pressão do lado da oferta.

Os mercados em números
PSI-20 desce 0,53% para 5.381,40 pontos
Stoxx 600 sobe 0,09% para 382,86 pontos
Nikkei desvalorizou 0,05% para 22.696,90 pontos
Yield a 10 anos de Portugal recua 2,9 pontos base para 1,877%
Euro perde 0,39% para a,1575 dólares
Petróleo, em Londres, sobe 0,29% para 78,37 dólares por barril

Bolsas europeias recuperam, excepto o PSI-20 que desce há seis sessões

É o maior ciclo de perdas desde Fevereiro deste ano. A bolsa nacional está a cair mais de meio por cento, acumulando seis sessões consecutivas de quedas e negociando em mínimos de 30 de Maio, um dos piores dias da crise política em Itália. Um dos sectores que mais penaliza Lisboa é o energético, com o grupo EDP a desvalorizar após a acusação da Autoridade da Concorrência.
O PSI-20 contraria assim a tendência positiva da Europa que está numa onda de recuperação à boleia da menor preocupação que existe em torno de Itália, depois de a Fitch ter mudado a perspectiva do rating do país para “negativa”.
O sector europeu da banca é o que mais sobe, suportado pela valorização dos principais bancos da Europa, tal como o HSBC, o BNP Paribas e o Banco Santander. Uma das novidades favoráveis para os bancos é a intenção do banco central da Turquia – país a que têm uma exposição considerável – de aumentar os juros, o que está a levar à recuperação da lira.

Este alívio das bolsas europeias beneficia também da boa sessão na China e do regresso ao activo dos mercados norte-americanos depois de uma paragem por causa do Dia do Trabalhador.

Furacão ameaça produção de petróleo. Barril sobe
Duas plataformas de petróleo no Golfo do México foram evacuadas devido ao riscos de aproximação de um furacão, o que coloca em causa a produção dos Estados Unidos. A notícia levou à subida da cotação do barril. O WTI, negociado em Nova Iorque, valoriza 1,05% para os 70,53 dólares. Já o brent, negociado em Londres, avança 0,29% para os 78,37 dólares.
Por outro lado, a produção na OPEP atingiu um máximo deste ano em Agosto, mas persistem dúvidas sobre a capacidade dos países exportadores de petróleo de atingir os objectivos de produção.

Ouro continua penalizado pelo dólar
O metal precioso continua a não descolar. O ouro desvaloriza 0,53% para os 1.194,86 dólares por onça numa altura em que o dólar ganha força.

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