O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca promete uma decisão sobre o SOFA (Acordo Militar entre Cabo Verde e os EUA) antes de, em Outubro, participar na 73ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.

O chefe de Estado, ao ser instado se vai ou não ractificar o acordo SOFA, limitou-se a responder que vai “fazer uma comunicação” ao país explicando a sua posição.
“Muito brevemente vou pronunciar-me sobre isto (Acordo SOFA), mas pronunciei-me sobre o processo que conduziu a essa assinatura. Achei e continuo a achar que em matérias como essa tem que haver uma articulação próxima com o Presidente da República, porque ele tem poderes constitucionais nesta matéria”, precisou Jorge Carlos Fonseca.
Segundo ele, o Presidente da República teve o conhecimento do referido acordo só depois de ter sido assinado entre as partes.
“Isso não é normal, não é desejável”, indicou Jorge Carlos Fonseca, admitindo que no tempo do Governo de José Maria Neves, este lhe falou do acordo SOFA.
“…Optei por não usar uma via que politicamente era mais cómoda, mais fácil para mim, que era pedir a fiscalização preventiva”, disse Jorge Carlos Fonseca, referindo-se à decisão que adoptou em relação ao Acordo SOFA.
Neste balanço, lembrou que ele é “estruturalmente independente” e que, pela primeira, quando apresentou a sua candidatura à Presidência da República, fê-lo “sem ter apoio de nenhum partido político”.
“O apoio do MpD (Movimento para a Democracia-partido no poder) veio depois e não foi pacífico, foi sujeito a uma votação secreta na sua direcção nacional”, sublinhou Jorge Carlos Fonseca, realçando que em dois anos da governação de Ulisses Correia e Silva já devolveu ao Governo “15 diplomas dos mais diversos” e que já mandou três diplomas para a fiscalização preventiva do Tribunal Constitucional e tendo ainda exercido dois vetos.

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