Empresa de meios aéreos envolvida no fogo de Mourão responde às acusações de abandono dos bombeiros. Diz que o vento mudou de direção, obrigando o piloto a levantar voo para evitar mais feridos.

O presidente da empresa dona do helicóptero envolvido no incêndio de Mourão, onde ficaram feridos cinco militares do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da GNR, diz que é positivo existir uma investigação àquilo que se passou neste fogo que atingiu o concelho alentejano na segunda-feira.
Pedro Silveira adianta que tudo aponta para que tenha sido o vento que inesperadamente mudou de direção a apanhar os militares de surpresa. É esse o relato que a empresa tem do piloto que, sublinha, tem décadas de experiência, acrescentando que a Heliportugal combate fogos há mais 30 anos e nunca tinha vivido uma situação deste tipo.
Na quarta-feira, o vice-presidente da Associação Sócio Profissional Independente da Guarda (ASPIG) afirmou  que neste fogo foram cometidos erros básicos: os militares tinham sido colocados no sítio errado pelo helicóptero e o piloto tinha-os abandonado no meio das chamas.
Pedro Silveira responde e garante que a crítica não faz sentido: “O nosso piloto não põe a pistola na cabeça dos bombeiros para eles saírem do helicóptero. Os bombeiros saem porque acham que têm condições para sair”.
Pelos elementos já recolhidos pela empresa e pelo testemunho do piloto, a culpa terá sido do vento que mudou de direção alterando as condições que levaram a equipa a aterrar naquele sítio.

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