A “vida e missão” de D. António Francisco dos Santos, bispo do Porto que faleceu em setembro de 2017, está simbolicamente perpetuada num monumento que foi inaugurado e benzido esta quarta-feira, em Tendais (Cinfães), na Diocese de Lamego.
“É um testemunho importante para as gerações que vierem e vão ter oportunidade de conhecer um homem de corpo inteiro, de alma inteira”, afirmou o bispo de Lamego.

Em declarações aos jornalistas, D. António Couto pensa que o monumento “não seria muito do agrado do Sr. D. António” que não era homem destas coisas mas “mais como os passarinhos, poisava ai em qualquer lado”.
Contudo, realça que as pessoas ao terem acesso à figura e às quatro frases, uma de cada diocese onde trabalhou – Lamego, Braga, Aveiro e Porto – vão ter de perguntar “quem é este bispo, quem é este homem e vão chegar mais ao coração de D. António Francisco dos Santos”.
Uma estátua em bronze, com dois metros e 20 de altura, no topo de quatro patamares que evocam as referidas dioceses, é o monumento que foi inaugurado e benzido esta quarta-feira na Paróquia de Santa Cristina de Tendais, a terra natal do bispo que faleceu a 11 de setembro de 2017, aos 69 anos, na Casa Episcopal da Diocese do Porto, devido a uma complicação cardíaca.
O escultor Hélder de Carvalho lembra que esteve com o bispo português apenas duas vezes e aproveitou a circunstância para ler sobre a sua vida e “o papel que foi desempenhando ao longo de uma vida” que gostariam “que tivesse sido mais longa”.
“Discutiu-se muito a questão do sorriso, sendo muitas vezes rasgado, achei por bem deixar um sorriso leve, independentemente do sorriso era uma pessoa ponderada, que naturalmente para lá do sorriso transparecia aquela serenidade e aquela calma”, desenvolve o artista, acrescentando que “os traços e a fisionomia” não lhe “eram estranhos”.

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